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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

11
Jun17

Menus Semanais: poupar espaço, o ambiente e a carteira!


Margarida

Há já algum tempo atrás escrevi um post onde dava algumas dicas sobre como poupar a carteira e o ambiente na cozinha (para ler clique AQUI) onde falava sobre o desperdício alimentar e os alimentos que, por sairem do prazo de validade ou ficarem muito tempo no nosso frigorifico, acabavam por ser deitados fora. E tenho a dizer-vos que cá por casa era coisa que me acontecia frequentemente. 

A solução para este "problema" passou por tentar organizar um "Menu Semanal", onde passei a programr em avanço as refeições a fazer durante a semana seguinte e, a partir da qual faço a minha lista de compras. Como é óbvio se o objetivo é não desperdiçar dou sempre preferência àquilo que já tenho em casa!

Se a ideia vos parece muito estapafúrdia ao início com algum treino ela poderá passar a um indispensável da vossa organização mensal tal como foi na minha! 

As vantagens são mais que muitas: aligeira-se a conta do supermercado pois compramos apenas aquilo de que precisamos para as refeições que previmos, evitamos o desperdício alimentar pois se utilizarmos tudo o que comprámos não se estragará e seremos quase "obrigados" a cozinhar, mesmo em dias de maior preguiça o que nos permitirá poupar dinheiro e evitar comer uma qualquer refeição rápida! 

Mas calma, este menu não têm necessáriamente de ser restritivo. Muitas vezes, quando me apetece mudo as receitas por outras com ingredientes equivalentes ou troco claramente os dias se houver algo que não me apeteça de todo! 

Se, por acaso surgir um convite para jantar ou uma vontade enorme de sair, posso deixar o jantar previsto para a semana seguinte! Fácil, não?!

Se até achas que podes começar a por este plano em pratica faz uma lista com tudo o que tens nos armários e usa esses ingredientes para criar os teus menus! Vais descobrir certamente coisas que já nem te lembravas que tinhas e ainda conseguirás algumas economias imediatas com uma ida a menos ao supermercado.

Opta por refeições simples mas das quais gostes mesmo. Chegar a casa depois de um dia difícil de trabalho e ter um bacalhau espíritual programado é a mesma coisa que dizer: vou encomendar uma pizza! Sendo assim escolhe para os dias de trabalho refeições mais rápidas de fazer e deixa as mais elaboradas para os dias de fim de semana ou para quando tens visitas! Outra opção para os dias de mais cansaço passa por preparar uma das refeições quando te sentires com mais disposição e mais tempo e congela-la: assim terás qualquer coisa de saudável e bom para comer e não sairas da previsão nem desperdiçarás!

Para tornar tudo muito mais divertido podes criar uma página especial no teu "BuJo" ou procurar no pinterest entre os montes de ideias geniais de menus semanais. 

A parte má deste programa é que serás obrigado a ir às compras todas as semanas ou, no máximo, todos os 15 dias. Se a ideia é não acumular será importante não comprar coisas para muito, muito tempo! 

As vantagens deste "esforço" de criar os menús são definitivamente imensas, só custa mesmo começar! E as poupanças entre o que não se faz stock em casa, o que não se deita fora e as refeições em casa chegaram facilmente a alguns euros! 

Boa Sorte com isso! 

Margarida

 

 

11
Mai17

7 Ideias para Economizar o Ambiente... e a Carteira #na Casa de Banho


Margarida

Já lá vão uns tempinhos desde o meu último post deste género. Na altura falei-vos sobre como economizar o Ambiente e a Carteira na cozinha (se não leram sigam por aqui). 

Hoje voltamos ao mesmo tema mas vamos passar para uma outra divisão: a Casa de Banho.

Antes de começar deixo só um pequeno alerta: uma das ideias mais comuns quando se fala em poupar na Casa de Banho é em relação à higiene intima da mulher. No entanto, como eu própria dou os primeiros passos, prefiro guardar esse tema para quando puder fundamentar as minhas opiniões.

E vamos lá dar uma volta à casa de banho e ver onde podemos economizar o ambiente e a carteira: 

- Economizar a água: É preciso saber que a água é das coisas que mais desperdiçamos na nossa Casa de Banho, o que tendo em conta o preço que pagamos e o desperdício de água potável é um valor incalculável que nos corre pelos canos. É importante ficar com a noção de que tomar um duche é mais económico do que um banho e que se tivermos o cuidado de fechar a torneira enquanto nos ensaboamos ou escovamos os dentes, por exemplo, chegaremos a uma grande poupança. Pessoalmente (e sem o fazer de propósito quando tomo um duche e não lavo o cabelo) deixo a torneira a correr por mais ou menos 3 ou 4 minutos contra os quinze que deixava enquanto não me preocupava tanto. São uns bons litros de água de poupança. Outra coisa importante será adaptar as descargas do autoclismo. Os mais modernos têm um sistema de descarga mais pequeno opte por ele ao invés de descarregar 7 a 9l de água de cada vez! 

- Não colecione produtos: As nossas casas de banho são, normalmente, locais onde guardamos 20 frascos de cada coisa. A questão é: será que temos mesmo necessidade disso? Para quê ter 3 champôs abertos se utilizo sempre o mesmo? Opte por uma rotina de higiene pessoal onde escolha apenas produtos que realmente goste e que se adaptem às suas necessidades e, caso queira mudar, deixe acabar um antes de começar o outro. A carteira agradece... e o espaço disponível na sua casa de banho também! 

- Faça o máximo de produtos caseiros! Sim, esta foi a grande revolução da minha vida criar os meus próprios produtos. Não o faço para champôs por exemplo, porque exigiria uma disponibilidade da minha parte quer económica quer pessoal para a qual ainda não me sinto preparada, mas existem montes de coisas que podemos fazer em casa ou utilizar os produtos virgens: máscaras para o cabelo, champô seco, exfoliantes, etc. Exige alguma experiência mas, tendo em conta que podemos encontrar uma boa parte dos produtos nos nossos armários da cozinha, sabemos que será menos poluente e "clean" para a pele, para a água e para a carteira nem se fala... 

- Opte por formulas sólidas: que é como quem diz sabonetes *, champôs sólidos ou mesmo para aqueles que gostam de experimentar coisas novas a pasta de dentes ou o desodorizante. Estes duram mais tempo, desde que tenhamos os devidos cuidados, e podemos encontrar formas bio a preços de produtos convencionais. Em Portugal temos por opção a marca Lush, que apesar de não ser bio têm uma composição mais clean em relação a outras marcas e que, acima de tudo não testa em animais,  e em lojas como o Celeiro podemos encontrar várias opções biológicas e que durarão muito muito tempo! Outra vantagem é que, quando se viaja, estes produtos sólidos passam no controlo de bagagem sem qualquer controlo. Prático não é?! 

- Elimina o máximo de coisas possíveis de utilização única: como é o caso dos algodões desmaquilhantes. Existem "algodões" laváveis que são giros, originais e que após cada utilização são lavados e rapidamente prontos a ser usado ao contrário dos descartáveis que utilizamos uma vez e deitamos fora. É uma economia de dinheiro a longo prazo mas também uma santa economia no nosso balde do lixo. As laminas para depilação/barbear podem também ser facilmente alteradas por outro género de laminas metálicas (o investimento é muito mais ao início mas a estrutura dura uma vida inteira) ou por aparelhos elétricos. Quanto às escovas de dentes existem também opções disponíveis: seja as escovas ecológicas que são compostáveis seja as escovas elétricas que são plásticas sim mas que só se utilizam uma vez. 

- Evite os gastos energéticos supérfluos: o aquecedor na Primavera ou o secador podem ser gastos algo desnecessários. Pense se têm mesmo necessidade de os utilizar!

- Opte por produtos de base para limpar a casa de banho: água, vinagre e bicarbonato de sódio fazem maravilhas na limpeza da casa de banho! São inertes para o ambiente, baratos e eficazes sem necessidade de recorrer a 20 produtos diferentes!

Espero que este tema tenha sido do vosso agrado. Se tiverem outras dicas de poupança ou opiniões que queiram partilhar deixem em comentário. Ficarei feliz de as ler! 

Quanto a mim despeço-me até a um novo post no próximo Domingo!

Margarida

 

30
Abr17

As Melhores Ideias para o Dia da Mãe


Margarida

O primeiro Domingo de Maio é o tão afamado Dia da Mãe e como sempre a correria aos centros comerciais já começou.

E se, este ano optássemos por oferecer à nossa Mãe um pouco do nosso tempo e não um presente que nos custou uma fortuna e que ficará no armário?! Que tal prepararmos um nós mesmas um presente especial, de preferência homemade, reutilizando coisas e sem gastar muito dinheiro (o que também é um bónus). Não achas possível?! Aqui ficam algumas ideias...

Levanta-te cedo e prepara-lhe um Pequeno Almoço Especial. Podem ser coisas bem simples mas das quais sabemos que ela goste. Há melhor maneira de começar este dia?! 

Se tiveres jeito para a costura ou as artes plástica oferece alguma coisa feita por ti! Ideias não faltam*

Oferece-lhe uma experiência entre mãe e filha: Uma ida ao teatro, ao cinema ou um simples lanche. Ela vai ficar deliciada! 

Mãe que é Mãe é emotiva por natureza! Já pensaste em oferecer-lhe uma moldura com uma foto vossa? Podes sempre comprar em segunda mão e restaurar ou então reaproveitar alguma coisa que tenhas em casa! 

 

E agora já estamos convencidas?! Efetivamente com pouco dinheiro e sem entrar na febre consumista dos centros comerciais e ainda sem encher ainda mais a casa de tralha sem significado pode oferecer-se uma Lembrança do Dia da Mãe à Mãe.

O mais importante é dedicar-lhe tempo a ela e a este dia, seja na criação da lembrança seja em aproveitar este dia na sua companhia. Afinal há alguma coisa mais preciosa do que o nosso tempo?!

Sejam Felizes e Passem um Excelente Dia da Mãe!

Margarida 

 Todas as imagens são originárias do site pinterest.pt. Podes encontrar lá muitas mais ideias algumas mais fáceis de realizar do que outras. Uma boa parte das imagens apresentadas têm uma hiperligação às respetivas páginas de origem via site. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Abr17

Dia da Terra: Vamos Aproveitar e Cuidar!


Margarida

A 22 de Abril comemora-se o "Dia da Terra" mas que não nos esqueçamos que esse dia simbólico deve ser todos os dias e não apenas um!

Repensemos a nossa maneira de nos relacionarmos com esta nossa "grande" casa: a nossa maneira de consumir, os nossos hábitos de vida... em resumo todas as nossas ações têm um impacto sobre ela e, na maior parte das vezes nem nos damos conta. 

E são pequenas  coisas que podemos mudar e nem nos daríamos conta... 

Ir para o trabalho a pé ou de transportes públicos, reciclar, acalmar o espírito consumista, preferir os produtos locais e de preferência biológicos ou de agricultura sustentável, respeitar os espaços verdes e as praias, procurar soluções mais rentáveis do que descartáveis, desligar os eletrodomésticos quando não são precisos... São pequenas coisas que nos podem fazer talvez perder um pouco de tempo ao início mas teremos o dobro em recompensa. 

Teremos praias limpas e belos campos para (re)descobrir que nos darão vontade de levar lá os nossos amigos, filhos ou sobrinhos... sentiremos o verdadeiro sabor dos alimentos, ajudaremos os nossos "vizinhos" do lado ao invés de consumir produtos que vêm do outro lado do Mundo oriundos de uma agricultura completamente exaustiva que ainda têm de percorrer o oceano para vir até à nossa mesa. Reencontraremos o prazer de ouvir os pássaros, de apreciar as flores e o cheiro da relva cortada... ou da terra molhada! 

A terra foi-nos deixada para viver e proteger. Está na altura de finalmente nos comprometermos nesse grande objetivo global, de o transmitirmos a todos os que estão à nossa volta: não hoje mas sempre! 

Aproveitemos este dia da Terra e façamos qualquer coisa que nos lembre de quão especial é este planeta: um passeio à beira rio, um piquenique no campo, comprar flores para a casa, limpar o lixo de uma praia ou simplesmente apreciar o Mundo pela nossa janela! Fico à espera de conhecer as vossas acções, as vossas experiências terei todo o gosto em ler os comentários e sobretudo não se esqueçam de ser felizes. Um Sábado Tranquilo para todos!

Margarida

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18
Abr17

Um Sucesso na Reciclagem


Margarida

Na cidade de San Francisco, nos EUA, cada lar ou comércio dispõe de 3 contentores: um para o lixo comum, um para o lixo compostável e um para o lixo reciclável! 

Desta forma a cidade consegue uma taxa de valorização do lixo em cerca de 80%. E vocês? Qual a vossa relação com a valorização do lixo? Pessoalmente evito produzi-lo e, se o fizer, prefiro materiais recicláveis ou reutilizáveis. Quanto ao compostor, morando num apartamento ainda não consegui as opções ideias mas procuro na minha vizinha compostores públicos onde possa levar as minhas coisas e que serão depois utilizados pelas hortas comunitárias e escolares. 

Margarida

imagem: blog consommonssainement.fr

 

19
Mar17

"Cozinha & Co"


Margarida

E um novo blog vê, neste Domingo ensolarado, a luz do dia. Trata-se de "Cozinha & Co" e vêm da minha paixão pela "Slow Cooking". 

Porque cozinhar pode ser uma medida importante quando se fala em "zero waste", porque passamos muitos e bons momentos de qualidade à mesa e porque o facto de fazermos nós a nossa comida poderá ajudar-nos a aumentar a moral (quem não gosta de um bom elogio quanto aos seus dotes culinários?!) e a poupar! Sem falar de que sabemos exatamente como foi feito e que ingredientes lhe colocamos.

Imaginem que têm um jantar e devem levar a sobremesa. Ela será muito mais apreciada se for caseira e ainda poupamos uns bons trocos! Basta organização e uma boa receita!

As receitas apresentadas serão de várias espécies que podem ir desde chocolates caseiros para oferecer, a bolos e receitas para festas e a substitutos alimentares sempre respeitando regras como o comprar o mais local e de estação possível e de preferência proveniente de uma agricultura senão 100% biológica ao menos de uma agricultura sustentável e de produtos o mais simples e puros possível. 

Espero que este seja do vosso agrado e a primeira receita está ali a arrefecer na cozinha e sairá no blog em menos de nada! 

Até já! 

Margarida

02
Mar17

A Moda Descartável


Margarida

Olá a todos, caros leitores! Hoje trago-vos um texto que fala sobre Fast Fashion. Que é como quem diz, a montanha de roupa que compramos, utilizamos uma ou duas vezes e deitamos fora!

O meu objectivo não é, de todo, convencer-vos a mudar a vossa forma de consumo mas sim dar-vos a conhecer uma outra realidade. Menos glamourosa do que os posts de "haul" e de moda pura e dura que encontramos em inúmeros blogs mas com igual ou maior impacto nas nossas vidas! 

A Moda Descartável, ou em inglês, Fast-Fashion faz cada vez mais parte das nossas vidas. Ele são os preços relativamente baixos, os modelos criados para "estar na moda", com as cores da moda e para deitar fora em pouco tempo, seja para acompanhar as tendências ou seja porque o tecido não está bom passado alguns dias. Estas lojas, que criam roupa para "comprar e deitar fora" estão espalhadas por todo o lado, em qualquer centro comercial perto de si. 

E nós compramos sem mesmo pensar! 

A verdade é que, tal como o fast food têm coisas más, mesmo que seja barato, o Fast Fashion não lhe fica atrás. E os problemas são muitos e vão desde a exploração do trabalho infantil, da escravidão até ao meio ambiente e à nossa própria carteira. 

Mas vamos por partes... 

Cada mulher compra em média 30Kg de roupa por ano e desses cerca de 30% não chegam a ser utilizados pela compradora. Esta tendência para a compra sem reflexão, tem aumentado nos últimos anos, muito por culpa dos criadores, que passaram de estilistas a mestres do espéctaculo, onde o que realmente importa é o impacto da peça quando a usamos e não a sua qualidade e duração. E as coleções que, à cerca de 10 anos eram em média 2 por ano hoje são mais de 8 ou 10, temos como exemplo o caso da Z*** que produz cerca de 12000 peças diferentes para venda por ano. 

O volume de negócios deste tipo de marca é tão importante que marcas como H**, P******k, M**** entre outras estão, a nível de mercado das grandes marcas de luxo. E o preço a pagar é também ele bem elevado!

Segundo a Revista Forbes a indústria do vestuário representa cerca de 10% das emissões de carbono, sendo a segunda industria mais poluente a seguir à industria do petróleo. Segundo esta revista as peças que compramos em Fast Fashion são usadas em média cerca de 5 vezes, num tempo de vida de cerca de 35 dias e produzem cerca de 400% mais de carbono do que uma peça de melhor qualidade utilizada cerca de 50 vezes e com um tempo de vida de um ano. De certeza que continuas a achar a P******rk a melhor coisa que te aconteceu na vida? 

Se achas que o impacto ecológico da roupa se limita à sua confeção... esquece... As cores utilizadas pela maioria das marcas são pesadas e de baixa qualidade e a cor sai com as lavagens, especialmente a quente. O que resulta numa poluição também dos meios aquáticos aquando do seu uso. 

Para complicar ainda mais as contas temos um problema grave relacionado com o fim de vida da maioria das peças. Se bem que existe uma pequena percentagem que é doada ou vendida online entre particulares todo o resto é um grande problema que temos de gerir. 

Toda essa roupa, mesmo aquela que depositamos em contentores não será necessáriamente reutilizada sendo que uma boa parte dela é vendida em lotes e que, devido ao seu baixo valor comercial ou ao seu mau estado, acabam em lixeiras em países subdesenvolvidos. 

Quanto à reciclagem ela está ainda muito no início sendo que são precisos quilos e quilos de ganga de boa qualidade para fazer umas novas calças. Que tem de ser novamente coloridas... 

Em resumo... se estar na moda é bem... fazê-lo de uma forma ética também o será! Repensemos a nossa maneira de consumir! 

Espero que tenham gostado do post. Se gostariam de ler mais sobre o tema façam-me um sinal em comentário e passem também pela página de Facebook para mais novidades! 

Um grande beijinho 

Margarida

 

 

 

 

 

 

 

25
Fev17

Compras a Granel: A minha experiência!


Margarida

Olá queridos leitores espero que estejam todos bem! Hoje trago-vos um post num tom um bocadinho mais exaltado do que o habitual. Tratasse de uma resposta a diversos comentários que li e que me pareceram desprovidos de senso e que demonstram uma resistência a tudo o que sai da nossa vida confortável e descartável. Não escrevi este post para que ninguém me dê razão mas sim para dar outras razões para pensar no assunto. Vamos por partes:

Esta semana a SIC transmitiu uma reportagem sobre as compras a granel. (Podem assistir aqui). E mais uma vez os comentários de uma boa parte dos espetadores demonstra uma vontade de criar polémica em torno da coisa. 

Tal como aconteceu com a proibição da dispensa gratuita de sacos de plástico (por razões ambientais graves) as respostas como "mais dinheiro para os supermercados" e "comprei por duas vezes e um dos alimentos fazia-me sempre vomitar" não se fizeram esperar. 

Sem querer ofender ninguém nada melhor do que parar e pensar um bocadinho. 

Como já vos disse resido fora do país à cerca de 3 anos e apenas um ano depois aderi às compras a granel. Se a minha preocupação era essencialmente ambiental no início a verdade é que as poupanças são reais. Tão reais que me permitem manter um budget alimentar mensal de cerca de 120 euros (com bebidas incluídas e muita cozinha em casa para amigos) tendo em conta o custo de vida, o facto de fazer uma alimentação de tendência biológica e de circuitos curtos, com pouca carne e peixe na ementa e com almoços e jantares preparados em casa (levo sempre a marmita para o trabalho.

Quando digo que poupa é porque compro apenas aquilo que preciso (poupando assim no preço mas também porque as coisas não ficam cá por casa meses e meses até por fim serem postas no lixo porque já não estão boas ou porque a data de validade passou... ou porque pura e simplesmente não gosto do produto) mas poupo também na embalagem (1 ponto para mim, 3 pontos para o planeta especialmente porque aqui o conceito é de comprar a granel e levar os seus próprios sacos em tecido, frascos, caixas, etc. Ou seja materiais duráveis e laváveis que são reutilizados centenas de vezes)! 

A verdade é que a embalagem sai cara: é o plástico (que é constituído de produtos refinados de petróleo: não sei vocês mas pessoalmente prefiro ter o menos contacto possível com um material que entre outras coisas está mais que provado que dispõe de perturbadores endócrinos prejudiciais à nossa saúde e todo o design, tinta, produção, etc. E desengane-se quem acredita piamente na boa vontade de quem criou as embalagens (e as super embalagens: papel, plástico e outros que tais). O objetivo delas é vender, não proteger-nos a saúde... se não não seria nem de plástico nem coloridas com tintas... Mas deixando de lições de moral. 

Vivo em França e, por aqui as compras a granel são mais do que comuns existindo mesmo cadeias de lojas especializadas e áreas especificas em muitos supermercados, lojas bio e mercearias de bairro. Não só por poupança mas acima de tudo por ecologia. Os sacos de plástico são proibidos há mais de 20 anos e até os saquinhos de plástico do supermercado (aqueles da fruta sabem: que usamos uma vez, metemos no lixo e depois fica à espera de se desfazer por todo o nosso tempo de vida e até o dos nossos filhos e netos). Chocar-vos-à ainda mais em dizendo que a louça em plástico será proibida até ao início do próximo ano e até os cotonetes vão desaparecer. E ninguém reclama. As pessoas procuram soluções duráveis porque já perceberam que o lixo está a dar cabo de nós, das nossas praias, das nossas montanhas, do nosso Mundo afinal... E este tipo de comportamentos começa a espalhar-se por outros produtos que não o alimentar. Por exemplo eu compro o meu líquido da louça a granel. Compro o que preciso e a embalagem é sempre a mesma!

Outro argumento que posso refutar facilmente são as razões de higiene: não corremos mais riscos do que os que se correm numa fábrica ou se formos a um restaurante. Há regras a cumprir, e bastante rígidas no final das contas. E afinal qual é a diferença entre comprar massa e farinha (que vão ser cozinhados) e escolher a nossa fruta dos mostradores. Na fruta toda a gente mexe com as mãos, nos arrozes e leguminosas nem por isso. 

Para além de que o nosso medo "desmedido" de infeções está-nos a dar cabo da saúde.,, mas isso são contas de outro rosário. E sim, como profissional de saúde estou bem posicionada para o dizer. 

De qualquer forma e porque o post já vai longo, não eram os nossos avôs fortes e saudáveis e não compravam tudo a granel. Porque somos nós tão reticentes a um "retorno ao passado" quando o futuro, se continuarmos a consumir como hoje em dia, nos dará cabo da saúde e da qualidade de vida! 

Um grande bem-hajam a todos vocês! E um Super e Tranquilo Sábado! 

Margarida

 

21
Fev17

5 Ideias para reduzires a tua pegada ecológica durante o Carnaval


Margarida

Se há festividade de que eu gosto o Carnaval é uma delas. No entanto, é verdade que, é também uma festa onde se produz muito lixo e poluição. Pensemos nas fitinhas, nas bolinhas e nos carros que fazem um super barulho e que cheiram a combustivel a 3 Km de distância... 

Dessa forma aquilo que vos proponho aqui hoje são 5 pequenos gestos que nos permitem reduzir o lixo que produzimos nesta época de Carnaval! 

- As Bebidas: Opta por bebidas em garrafas de vidro ou lata em detrimento dos copos de plástico. O plástico é muito pouco reciclável e o vidro e o metal podem ser reciclados à vida. 

- O Disfarce: Opta por reutilizar antigos disfarces ou aproveitar antigas roupas de familiares e amigos. Outros materiais como plástico, feltro entre outros que andam lá por casa podem também dar óptimas máscaras. Basta para isso um bocadinho de imaginação... e o apoio de alguém com jeito para a costura! Assim o teu disfarce terá um toque de originalidade, será personalizado (criado e preparado por ti) e assim evitas de comprar um fato que vais utilizar uma única vez. Com esta ideia ainda pouparás uns trocos... 

 

- A Decoração: Se organizares uma festa ou um baile cria a decoração com papel reciclado. Ideias não te faltaram se visitares sites como o Pinterest. 

 

- Anda a Pé: Tendo em conta os disfarces e a festa será uma boa ideia deixar o carro em casa e ir de transportes públicos ou mesmo a pé se não se morar muito longe. Ponto especialmente importante quando se sabe que se vai beber um pouco. 

 

- Evitar papeís, fitinhas e outros produtos poluentes (como os sprays por exemplo): ok, eles até podem ser giros mas o dinheiro que se gasta para deitar fora e ainda os riscos que se corre com a brincadeira dos sprays e afins... podemos bem passar sem eles não?! Existiram com certeza brincadeiras menos poluentes... a vocês de as imaginar! 

 

Espero que tenham gostado deste post e acima de tudo que tenham um Super Carnaval! 

 

17
Fev17

O "Peter Pan" Americano contra o Desperdício Alimentar


Margarida

Olá a todos.. espero que se encontrem bem! 

Hoje trago-vos um post não sobre um tema em especifíco mas sobre uma pessoa. Hoje falo-vos de Robert Greenfield

Rob é um activista americano que luta contra o desperdício alimentar, nomeadamente da parte das grandes empresas, que deitam fora quilos e quilos de comida por dia e que fundou a associação "The Food Waste Fiasco" que desenvolve um trabalho humanitário contra a comida no lixo e o fim da fome nos EUA. 

Rob já visitou mais de 40 países em defesa da sua causa... 

Um activista que vale a pena ouvir ;)

 

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