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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

15
Ago17

Cuidar do Rosto: A Massagem!


Margarida

Desde que comecei este blogue que vos falo de rituais de beleza naturais, como é o caso do Layering, e da consequente utilização de óleos vegetais para desmaquilhar e hidratar o rosto.  

Uma das fases "xuxus" da minha rotina diária, especialmente antes de ir dormir, é a aplicação de um óleo vegetal, que no meu caso é o de jojoba. Relembro-vos que este óleo é perfeito para as peles com tendência a oleosas como a minha. 

E agora dizem vocês: "Mas Margarida utilizar óleo sobre a pele oleosa vai aumentar as borbulhas/ o acne/ vai entupir os poros"... etc, etc! E eu respondo-vos: não faz nada disso! Juro que pensava como vocês até ter experimentado! 

O meu segredo?! Uma boa aplicação do óleo. Ora vejamos: 

Passo n.º 1: Colocar nas mãos o equivalente a 3 gotas de óleo e aquece-lo entre as mãos para permitir uma melhor penetração.

Passo n.º 2: Utilizar as palmas das mãos inteiras para a aplicação do óleo. Os movimentos devem ser do tipo "effleurage", ou seja uma massagem de deslizamento muito suave.

Passo n.º 3: Massage do interior para o exterior e depois no sentido das orelhas e do pescoço. A duração da massagem deve ser de 3 minutos mínimo! O segredo colocar uma música calma para controlar o tempo pois 3 minutos pode ser longo... 

E são estes os passos essenciais para conseguir uma aplicação eficaz dos óleos essenciais. Para que a visualização seja mais fácil deixo-vos um vídeo de Julien Kaibeck que vos permitirá perceber melhor a aplicação do vídeo (falado em francês): 

E vocês, já pensaram em experimentar a utilização de um óleo puro sobre o rosto? Independentemente do vosso tipo de hidratante fazem massagem no rosto? Aguardo os vossos comentários e os vossos likes na página de Facebook e no Instagram do blogue! 

Até breve!

Margarida

 

Fonte: "Adoptez la slow cosmetique" de Julien Kaybeck

Site: www.lessentieldejulien.com/

 

30
Jul17

Porque é que "prefiro" trabalhar em Agosto


Margarida

Agosto é, por excelência, o mês das Férias, da praia e do regresso a casa para os portugueses que, tal como eu, vivem foram do país.

No entanto eu, como ser estranho que sou, prefiro fazer férias no início de Julho ou em Setembro e deixo-vos aqui as minhas razões: 

- O trabalho diminui, a equipa está bem reduzida e o ambiente necessariamente melhora. Estas razões fazem-nos redescobrir um bocadinho o prazer de trabalhar com calma, o que nem sempre acontece no resto do ano;

- Menos trânsito e menos gente nos transportes em comum o que nos melhora claramente o bom humor e as viagens se tornam muito mais rápidas independentemente das vias fechadas e da redução de serviços;

 - A cidade "toda" para nós... Os parques, as lojas e os sítios mais concorridos estão praticamente vazios e podemos aproveita-los com muito mais tranquilidade...

- O facto de haver menos gente faz com que as pessoas sejam mais calmas e respeituosas o que diminui o risco de empurrões e de atropelamentos na rua e nas escadas do metro. 

- É a altura certa para ver museus, monumentos e locais onde nunca passamos em primeiro porque estão sempre apinhados e em segundo porque os dias curtos e o cansaço do trabalho não nos deixam propriamente com vontade de lá ir!

- Apesar de ainda estarmos à espera, ou de já termos tido férias, Agosto pode ser o mês ideal para uma escapadinha bem pertinho da cidade. E há tantas coisas bonitas a descobrir! 

- Quando vais de férias antes ou depois as coisas são normalmente mais baratas e a confusão é muito menor!

E vocês são dos que gostam ou dos que detestam trabalhar em Agosto? Fico à espera dos vossos comentários! Beijinhos e, se for caso disso, boas férias!

Margarida

27
Jul17

Aniversários MUITO Especiais - 5 ideias simples e personalizáveis


Margarida

Um aniversário é sempre um momento importante no ano, especialmente quando se trata do aniversário de alguém que nos seja querido. É inevitável querermos tornar esse dia ainda mais especial e aí começa a correria aos presentes, às pastelarias, aos restaurantes e por aí fora. 

No entanto existem muitas outras maneiras, bastante menos consumistas, de tornar o aniversário de alguém um momento único e inesquecível e, em algumas das sugestões apresentadas, sem se arruinar financeiramente e com o máximo de coisas feitas por ti ou a ser partilhadas contigo! 

Acompanham-me nesta viagem?

- Caixa-Surpresa com bolo de aniversário, guloseimas e bebidas para comemorar! A sugestão apresentada é para aniversário de namoro mas pode bem ser utilizada para comemorar o aniversário do namorado/marido, de uma amiga especial ou de um familiar muito próximo. 

- Festa Surpresa: Organizar uma Festa de Aniversário Surpresa pode ser um presente e tanto. Precisas de um espaço para a realização do evento e de uma lista de convidados. A cada convidado pode ser pedido para trazer algo nas categorias de "doce", "salgado" ou "bebida", para a animação uma playlist com as músicas preferidas do aniversariante. 

- Varão de Fotos: Para aqueles que têm jeito para as artes plásticas (ou então muita força de vontade) esta pode ser uma sugestão perfeita para festejar o amor e a amizade e um presente que nunca sairá da memória do aniversariante.

- Caneca decorada: O presente certo para a colega de casa ou a irmã. Com um preço que será razoável e algum trabalho de "decoração" à mistura ela não se esquecerá de ti, especialmente quando tomar o pequeno-almoço! 

 - Oferecer um Dia/ Fim de Semana Diferente: Prepara uma experiência que a tua amiga gostaria mesmo de fazer e acompanha-a porque não na companhia de outras amigas. Outra possibilidade será levar, durante uma tarde, um dia ou um fim de semana a um lugar onde o aniversariante gostaria muito de ir. Esta opção é claramente aquela que se adapta a todas as carteiras pois pode ir desde uma tarde no Jardim de Serralves até um fim de semana em Paris. 

 

 Espero que tenhas gostado deste post. Em cada subtítulo encontrarás o link que te liga ao artigo original, de onde tirei a ideia. 

Espero que este post vos tenha agradado e acima de tudo que vos permita pensar em alternativas mais personalizadas e criadas ou pensadas por ti em especial para aquela pessoa de que gostas tanto! 

Margarida

 

 

 

18
Jul17

Esponja de Konjac: uma amiga!


Margarida

Hoje venho falar-vos de uma grande aliada que já faz parte das minhas rotinas de "limpeza de rosto" à algum tempo e, admito, gosto cada vez mais dela: a Esponja de Konjac. 

Esta pequena esponja é perfeita para cuidar da nossa pele do rosto porque permite uma limpeza mais profunda, de origem mecânica (logo recorre menos a produtos químicos e portanto menos poluente) e é reutilizável.

A melhor maneira de utilizar esta pequena esponja é fazendo movimentos giratórios por todo o rosto, sem esquecer a "zona T" para as peles com mais tendências a problemas. Dizem os entendidos que este gesto ajuda a "fechar os poros" e a reduzir a oleosidade. 

Pessoalmente uso a minha esponjinha de konjac de manhã e à noite, seja para retirar os restos de sabonete seja para retirar o que resta do meu desmaquilhante.

A única coisa a ter em conta é que ela esteja bem húmida ao momento em que a utilizamos, se assim for a sua utilização é extremamente confortável e os resultados são bastante satisfatórios. A esponja deve ser limpa após cada utilização.

E vocês conhecem a "esponja de Konjac"? Já utilizaram? O que acham? Fico à espera de notícias vossas!

Margarida 

 

13
Jul17

Sítios onde vale mesmo a pena ir #2 - Constância


Margarida

Com as Férias de Verão quase a acabar para uns e ainda longe para outros trago-vos hoje uma sugestão para uma escapadinha sobretudo para quem procura tranquilidade. Venho apresentar-vos a Vila de Constância!

Constância é uma pequena vila, sede de concelho, no distrito de Santarém e próxima das cidades de Abrantes e Tomar e do Castelo de Almourol (possível de visitar saindo ora de Tancos ora de Vila Nova da Barquinha) 

Nela podemos encontrar um interessante jardim de homenagem a Luís Vaz de Camões, que ali viveu em auto-exílio depois de uma paixão avassaladora, e infrutífera, por Catarina de Ataíde. 

Esta pequena vila ribatejana conta ainda com uma praia fluvial, na confluência do Rio Tejo e do Rio Zézere. 

Sendo uma vila pequena e pacata é acolhedora pela sua organização e por se respirar história e romantismo em cada recanto. 

Caso esteja, ou faça uma escapadinha, ao Ribatejo não deixe de passar por lá. 

Imagens recolhidas da net devido a problemas com a minha camara fotográfica 

07
Jul17

3 Meses sem calmantes! Yeah!!!


Margarida

Como já vos contei em vários outros posts, à alguns anos atrás tive um problema de burn-out e ansiedade. Nessa altura, mais ou menos pelo final do Inverno do ano de 2014, percebi que não podia continuar assim e acabei numa consulta de psiquiatria. 

O primeiro especialista a que fui, e que se é verdade que me apanhou em plena fase negra, escolheu uma terapêutica 100% com medicamentos. Poucas palavras e nenhuma tentativa de estabelecer mais contacto do que aquele que permite a distância entre o paciente e o médico com a secretária pelo meio.

Passei a tomar comprimidos para tudo: para não chorar, para dormir, para acordar... Não critico, nem nunca critiquei as opções clínicas do médico pois, verdade seja dita permitiu-me tirar a cabeça da areia e respirar. Mas, à medida que a situação se estabilizou, e a minha vida deu um dos primeiros turbilhões que estava a precisar decidi deixar de ir às consultas. A sua distância incomodava-me um pouco, assumo. Esse foi o meu primeiro grande erro! 

Completamente noviça nessas coisas de antidepressivos e hipnóticos acabei por fazer uma espécie de desmame de uma forma abrupta e completamente sem nexo. À medida que os comprimidos acabavam eu simplesmente não comprava mais... 

Passado algum tempo, com a partida iminente nesta aventura por terras gaulesas, decidi procurar novamente ajuda médica e, desta vez, o psiquiatra em questão ia muito mais ao encontro daquilo que eu acredito que é o papel de um profissional de saúde. Escutou-me, tentou entender-me e ajudar-me a encontrar soluções.

Claro que, entre a situação que estava ainda fora do meu controlo,  e a minha vida a aproximar-se perigosamente de uma viragem que ninguém poderia adivinhar se iria correr bem ou mal, o recurso a medicação foi inevitável. Ao menos teria um suporte para todas as mudanças que se avizinhavam. Mas desta vez a medicação utilizada foi mais ligeiras e em doses perto das residuais.

Durante quase 3 anos era impossível estar em completo silêncio sem ser para dormir, perder uma noite de sono era sinónimo de quatro dias de recuperação e de uma dor de cabeça mortal, as minhas mãos tremiam-me 24/24 horas por dia e sempre que vinha uma dor de cabeça sentia-me apreensiva.

Não sei se fui só eu mas durante a altura mais incapacitante de todo o meu processo, as dores de cabeça eram muito fortes e constantes. 

A ideia era e sempre foi que eu tomasse a minha vida e as minhas emoções em mãos e que o seu uso seria só uma "ajuda" e nunca a causa do meu restabelecimento. 

À cerca de dois anos decidimos, leia-se eu e o médico, que estava na altura de começar a reduzir as doses terapêutica. Tudo se passou sempre bem e desta vez sempre segui os seus conselhos. 

No entanto voltei a decidir mudar tudo outra vez... aproximava-se uma mudança de mais de 7 horas de viagem de automóvel entre a minha primeira "casa" e a actual. Longe de todas as pessoas com quem me tinha bem entendido inicialmente ia recomeçar tudo do zero. O desmame dos calmantes e dos antidepressivos ficou em "STOP" mais uma vez. Era mais uma grande volta... 

Estou na "nova" cidade há cerca de um ano e meio. O trabalho corre bem apesar de saber que ainda "não é aquele", a equipa não é perfeita mas aprendi que o silêncio, a capacidade de discernimento e a mostra clara de que "trabalho é trabalho, conhaque é conhaque" permitiram-me ter boas relações sem que a minha vida pessoal ficasse demasiado exposta. Aprendi a deixar o trabalho no trabalho, a não levar as opiniões alheias nem as criticas como um "ataque pessoal" e de tentar perceber se gostam de mim ou não, ou se dizem mal de mim ou não uma tarefa, entre todas as outras. 

A entrada de "alguém especial" na minha vida, o que não foi de todo um processo tão fácil nem "linear" também foi uma nova aprendizagem. Afinal os erros e as mágoas do passado tinham-me dado experiência para quê continuar a sentir pena de mim própria?! E por fim, o maior balão de oxigénio que se pode ter, consegui finalmente fazer as pazes comigo mesma. E esse foi, sem dúvida, o mais desafiante e o mais importante dos desafios.

Incluí novas coisas no meu dia a dia: desporto, alimentação, sofrologia, mindfulness, meditação... nem sempre foi fácil mas acabei por me disciplinar. A etapa mais dificil foi mesmo encontrar o sono de uma forma natural. Aceitei que todas as pessoas têm insónias, que não é nada de grave e a meditação ajudou-me neste processo apesar de, ainda hoje, notar que a minha "qualidade" de sono se alterou, acordo de manhã igualmente descansada. 

A minha resistência às lágrimas nunca foi muito forte e, com o desmame fiquei com as emoções muito mais à flor da pele sem no entanto me sentir fragilizada, e muito menos envergonhada, com isso. 

Já passaram três meses e estou bem e feliz. Consigo estar em casa, em total silêncio sem me sentir incomodada, voltei a puder ir a lugares com muita gente e barulho sem que o som me suba à cabeça e que lá permaneça como um ruído gigante. As minhas mãos tremem menos e os meus dias têm fases distintas decidadas a mim própria, à minha família e amigos, ao meu namorado e ao meu trabalho. 

A qualidade e a higiene de vida tornaram-se fundamentais sem, no entanto, pensar nisso como uma obsessão e, apesar de ter sido longo e ter tido muitos altos e baixos acho que eu, e todos aqueles que me acompanharam ao longo destes anos, estamos de parabéns não pelo fim do consumo de antidepressivos e calmantes mas por nunca me terem deixado acreditar que era para a vida toda e que não podia assumir sozinha o controlo da minha vida. 

O meu conselho a todas as pessoas que estão a passar por uma destas situações: os químicos devem ser tomados de forma pontual e não "para a vida" como se houve bastantes vezes. Tentem cercar-se daqueles que vos amam, aprendam a "relativizar" e que "errar é humano", perdoem-se a vocês e aos que vos fizeram mal. Sorriam, cuidem-se e fortaleçam-se. Reencontrem-se e acreditem que a vossa vida é vossa e não é uma má fase que vos vai roubar o seu controlo. 

Um grande beijinho de força e esperança! 

Margarida

 

02
Jul17

Vamos falar de tempo livre! Uma necessidade ou um luxo?


Margarida

Uma amiga comentava comigo que deixou um trabalho que tinha a mais do seu "horário laboral". Segundo ela o projeto que era inicialmente "pequeno" e que lhe ocupava apenas uma noite por semana cresceu e passou a passar quatro noites por semana fora de casa não tendo assim tempo nem para a família, nem para o namorado, nem para os amigos e, para não lhes faltar a eles todos, acabou por se esquecer do que era cuidar dela própria. 

As suas hesitações foram muitas: se de um lado o dinheiro lhe dava jeito mesmo que não precise dele para comer, do outro está toda uma sociedade que nos diz "trabalha cada vez mais porque tens a sorte de ter trabalho e há muita gente que quer e não tem". E com o passar do tempo aquele "tempo extra" que até lhe dava gozo e num projeto que ajudou a construir estava a tornar-se num peso e numa fonte de preocupações e inquietude e onde já ninguém se sentia totalmente satisfeito. 

Com o seu desabafo lembrei-me do meu próprio percurso. Como já vos disse em alguns posts anteriores eu própria sofri de "burn-out" e ansiedade numa determinada fase da minha vida. Fui medicada para esse efeito e, apesar da fraca dose de antidepressivos e calmantes, só consegui deixá-los completamente à cerca de 2 meses.

Ninguém é, nem nunca foi, culpado pelo meu estado de saúde que foi fruto essencialmente de horas e horas de trabalho, num emprego que não me dava prazer nenhum (apesar de fazer "aquilo" para que supostamente tinha estudado), ainda mais horas para fazer uns domicílios para aumentar ligeiramente o salário que era baixo, bem baixo para as minhas habilitações académicas e passar os fins de semana a tentar recuperar das horas de sono e do cansaço acumulado.

O tempo fugia-me por entre os dedos e com ele todas as actividades que gostava de fazer. Deixei primeiro de ter tempo para mim e depois para os outros. E quando assim foi o caos instalou-se. E demorou a que conseguisse por tudo em ordem tendo para isso que procurar um novo emprego e, como não o consegui em Portugal, fí-lo noutro pais. 

Hoje posso dizer que tenho tempo para tudo, mesmo com noites, fins de semana e feriados a trabalhar. Continuo a passar muitas horas no hospital mas aprendi a comandar o botão "on/off" e a organizar-me. Se esta semana trabalho sete dias e uma noite vou fazer os possíveis por, na semana seguinte faço o possível por ter um horário "normal" e guardar uma noite para mim própria e dar atenção aqueles de quem gosto pois nada nem ninguém

Dedico o meu tempo livre a cuidar de mim, dos que amo, mesmo daqueles que estão longe. 

Cozinho, medito, passeio no parque ao lado de casa... e nem por um minuto me sinto culpada, como já senti, pelo tempo em que "não faço nada"... 

Percebi que é esse mesmo tempo que nos permite aumentar a nossa produtividade, a nossa capacidade de gestão do stress e encontrar o tão desejado equilibrio entre vida pessoal, familiar e profissional. 

Para mim tempo livre é uma necessidade e, perante o comentário daquela amiga ou de qualquer outra pessoa neste Mundo o meu conselho dificilmente não será o mesmo: "ter dinheiro é importante, e infelizmente há quem tenha de trabalhar como doido para conseguir um ordenado para sustentar a casa e a família, mas se for possível encontrar um equílibrio e estar presente e activo na nossa própria vida e na daqueles de quem gostamos é algo que não há dinheiro nenhum que pague". Portanto para mim tempo livre, mesmo que seja pouco mas que seja de qualidade é, e será sempre uma necessidade. 

E para vocês o que significa tempo livre: é um luxo ou uma necessidade?

 

 

25
Jun17

Os grandes nomes a apagar dos champôs (os químicos a evitar!)


Margarida

Hoje venho falar-vos sobre os meus cuidados capilares e o porquê de ter deixado de usar alguns produtos/marcas, devido aos ingredientes que os compõem, por razões inicialmente ecológicas e, mais tarde, de opção pelos meus cabelos e pele.

De uma forma muito introdutória é preciso saber que uma das partes mais importantes (senão a mais importante) numa rotina capilar é a lavagem. 

Hoje em dia, quando escolho um champôo, tenho em conta a sua composição e há ingredientes que me fazem banir imediatamente o produto da lista de compras. 

Em relação ao tensioactivo do champôo, ou seja o ingrediente que forma a "espuma", evito os sulfatos, como por exemplo ammonium (ou sodium) lauryl (ou laureth) sulfate ou sodium coco sulfate (que é no entanto menos agressivo). Estes ingredientes agridem o coro cabeludo devido ao seu forte efeito espumante e lavante.

Em compensação opto por produtos com outros tensioactivos como sodium cocoyl isethionate, sodium lauroyl sarcosinate, cocamidopropyl betaine ou as bases lavantes à base de açucares (lauryl / decyl / coco glucoside) que apesar de não fazerem tanta espuma lavam bem e são menos agressivos com o coro cabeludo. 

Outros ingredientes de champôos dos quais prefiro manter-me afastada os silicones são os primeiros da lista por ser tão poluente (e pensar que enviamos todos os dias para o esgoto litros e litros de água que provém dos nossos banhos).

Podemos reconhecer os silicones por acabarem em -cone ou -xane. De evitar são também os ingredientes com as terminações em números (exemplo quaternium-[número]), em -trimonium chloride ou -trimonium methosulfate

Muito cuidado, quando fizeres a opção de um champôo mais ecológico e menos químico, de ler bem os seus ingredientes. São muitos os produtos que nos são apresentados de uma forma muito natural, muito suave e quando olhamos para a sua composição percebemos que só mesmo o "marketing" é que é green. 

Para acabar a lavagem somos quase "obrigados" a usar um amaciador, mesmo quando ele não nos faz assim tanta falta. Desta forma, e sempre que acho que preciso de um bocadinho de hidratação nas pontas, opto por aplicar um óleo vegetal (mesmo se existem amaciadores sem os ingredientes acima mencionados) e, uma vez a cada duas semanas faço um banho de óleo que deixo repousar pelo menos duas horas antes da lavagem. Para modelar o gel de aloe vera funciona muito bem. 

Para que um cabelo seja bonito, saudável e cresça é preciso no entanto cortá-lo de vez em quando para acabar com as pontas secas e espigadas que aparecem, independentemente do cuidado que se têm com ele. 

Estas são apenas algumas bases sobre a minha rotina de cuidados capilares que, ao fim de 6 meses em que a ponho em prática me deixa bastante satisfeita e com um cabelo que recuperou um brilho e uma vivacidade natural. 

Se gostaram deste post não deixem de comentar e de nos seguir no Facebook e no Instagram. 

Um grande beijinho a todos e até breve! 

Margarida

Se este artigo te interessou não deixes de dar uma vista de olhos na TAG "Movimento Slow" e encontrarás com certeza outros posts que te interessaram sobre beleza orgânica/natural! 

 

 

 

 

 

 

15
Jun17

Os Indispensáveis de Verão


Margarida

O Sol e o Calor estão aí e com ele aproveitar a praia, a piscina os amigos e a natureza estão na ordem do dia! Desta forma, e como o Verão significa bem-estar, equilíbrio e bronze partilho convosco os meus "indispensáveis slow" para este Verão! 

  • Indispensáveis de Beleza:

Praia e Piscina rimam com bronze e um bom bronze só se consegue com uma pele cuidada. Desta forma um dos meus "produtos de Verão" é sem dúvida o Óleo de Cenoura que é rico em Vitamina A e Betacaroteno é hidratante, anti-oxidante, anti-aging e ainda pode dar uma aura ligeiramente dourada à pele.

Uma das muitas utilizações que dou a este óleo é na composição dos esfoliantes que preparo em casa: ou com açucar (permite uma esfoliação muito suave e muito barata) ou com borra de café (que contém inúmeros ingredientes ricos para a pele). De entre as inúmeras vantagens destes esfoliantes é que são baratos, biodegradáveis e não contém produtos "menos bons" para a pele. 

A última dica de beleza passa pela utilização de protetor solar. E não só na praia mas sempre que apanhar Sol que é sempre que sai de casa. O ideal será usar uma proteção alta que previne a pele dos malefícios dos raios solares e do envelhecimento precoce. Pessoalmente, e apesar de todos os produtos menos saudáveis que compõe os protetores solares do comercio convencional ainda não tive a oportunidade de comprar um protetor solar de origem biológica e natural que me convença apesar da oferta ter crescido muito nestes últimos tempo.  

  •  Indispensáveis na Alimentação: 

O Verão é rico em frutas e legumes de época que são uma verdadeira delícia portanto nada melhor do que investigar junto dos produtores locais o que têm para oferecer e deliciar-se com saladas, frutas e sumos naturais com o melhor que Natureza têm para nos oferecer nesta época. A tua pele, o teu corpo e o teu humor agradecem! 

Fazer os teus próprios gelados, smothies ou milkshakes caseiros! Vai fazer bem ao teu humor e saberás exatamente o que comes com todos os benefícios que daí advém! E sem açúcar adicionado! 

A hidratação é fundamental para o nosso corpo e nesta época é absolutamente indispensável! Evita as bebidas açucaradas e alcoólicas (ok, um cocktail de vez em quando não faz ninguém morrer) e opta pela água, pelos chás e tisanas frias e pelos sumos naturais ou águas aromatizadas sem açúcar adicionado. 

  • Indispensáveis no dia-a-dia: 

Roupas ligeiras, vestidos leves de cores alegres e claras. Acredito muito no poder das cores e o Verão é a altura ideal para trazer toda a tua energia e boa vibe para ti! 

Verão combina com amigos, família e passeatas ao ar livre. Abandona a Internet e as redes sociais e cria a tua própria rede social onde podes tocar, abraçar e sentir o cheiro daqueles que amas e que estão à tua volta! 

Nesta época do ano é também uma boa altura para começar a "deixar para trás" aquilo que nos chateia e desmotiva. Aproveita a predisposição que tens devido ao bom tempo e aos grandes dias e começa a criar novos hábitos de bem estar físico e psíquico para aguentar os meses de Inverno e deixares o stress de fora da tua vida e opções não te faltam: Yoga nos parques, atividades físicas diversas ao ar livre, tempo para ler sobre temas que possam ajudar a melhorar a tua vida e vontade de aprender qualquer coisa nova podem dar origem a "escapes" que te darão prazer e te permitiram de deixar o stress longe de ti para o resto do ano! 

Espero que este artigo tenha sido do vosso agrado! Pessoalmente deu-me muito gozo escreve-lo sabendo que vejo no Verão o bom momento para fazer mudanças e se encher de positivismo e motivação! 

Não deixem de por gosto ou de comentar este post caso tenham gostado e aproveitem o melhor que o bom tempo têm para vos oferecer!  

Margarida

 

Fontes do artigo: 

http:ecycle.com.br

"Adoptez la slow cosméthique" de Julien Kebeck

Imagens: google imagens 

 

11
Jun17

Menus Semanais: poupar espaço, o ambiente e a carteira!


Margarida

Há já algum tempo atrás escrevi um post onde dava algumas dicas sobre como poupar a carteira e o ambiente na cozinha (para ler clique AQUI) onde falava sobre o desperdício alimentar e os alimentos que, por sairem do prazo de validade ou ficarem muito tempo no nosso frigorifico, acabavam por ser deitados fora. E tenho a dizer-vos que cá por casa era coisa que me acontecia frequentemente. 

A solução para este "problema" passou por tentar organizar um "Menu Semanal", onde passei a programr em avanço as refeições a fazer durante a semana seguinte e, a partir da qual faço a minha lista de compras. Como é óbvio se o objetivo é não desperdiçar dou sempre preferência àquilo que já tenho em casa!

Se a ideia vos parece muito estapafúrdia ao início com algum treino ela poderá passar a um indispensável da vossa organização mensal tal como foi na minha! 

As vantagens são mais que muitas: aligeira-se a conta do supermercado pois compramos apenas aquilo de que precisamos para as refeições que previmos, evitamos o desperdício alimentar pois se utilizarmos tudo o que comprámos não se estragará e seremos quase "obrigados" a cozinhar, mesmo em dias de maior preguiça o que nos permitirá poupar dinheiro e evitar comer uma qualquer refeição rápida! 

Mas calma, este menu não têm necessáriamente de ser restritivo. Muitas vezes, quando me apetece mudo as receitas por outras com ingredientes equivalentes ou troco claramente os dias se houver algo que não me apeteça de todo! 

Se, por acaso surgir um convite para jantar ou uma vontade enorme de sair, posso deixar o jantar previsto para a semana seguinte! Fácil, não?!

Se até achas que podes começar a por este plano em pratica faz uma lista com tudo o que tens nos armários e usa esses ingredientes para criar os teus menus! Vais descobrir certamente coisas que já nem te lembravas que tinhas e ainda conseguirás algumas economias imediatas com uma ida a menos ao supermercado.

Opta por refeições simples mas das quais gostes mesmo. Chegar a casa depois de um dia difícil de trabalho e ter um bacalhau espíritual programado é a mesma coisa que dizer: vou encomendar uma pizza! Sendo assim escolhe para os dias de trabalho refeições mais rápidas de fazer e deixa as mais elaboradas para os dias de fim de semana ou para quando tens visitas! Outra opção para os dias de mais cansaço passa por preparar uma das refeições quando te sentires com mais disposição e mais tempo e congela-la: assim terás qualquer coisa de saudável e bom para comer e não sairas da previsão nem desperdiçarás!

Para tornar tudo muito mais divertido podes criar uma página especial no teu "BuJo" ou procurar no pinterest entre os montes de ideias geniais de menus semanais. 

A parte má deste programa é que serás obrigado a ir às compras todas as semanas ou, no máximo, todos os 15 dias. Se a ideia é não acumular será importante não comprar coisas para muito, muito tempo! 

As vantagens deste "esforço" de criar os menús são definitivamente imensas, só custa mesmo começar! E as poupanças entre o que não se faz stock em casa, o que não se deita fora e as refeições em casa chegaram facilmente a alguns euros! 

Boa Sorte com isso! 

Margarida

 

 

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