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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

07
Set17

Paris: Como se facilitar a vida numa visita à Cidade-Luz!


Margarida

Paris é uma das cidades mais visitadas do Mundo com mais de 2 Milhões de turistas por mês (site officiel de l'office du tourisme et du congres de Paris). 

É rara a pessoa que não queira visitar a capital francesa e observar de perto a Torre Eiffel, o Palácio-Museu do Louvre ou a Catedral de Notre Dame mas, para bem aproveitar a cidade, há que se antecipar a visita com um bocadinho de planificação da viagem pois há muita coisa para ver, muita gente nos mesmos sítios e na, maior parte das vezes, pouquíssimo tempo! 

Sendo assim, e para te ajudar a com essa planificação deixo-te alguns conselhos para te organizares e aproveitares essa viagem:

- Vive a cidade: Paris é uma cidade demasiado grande para se ver num fim de semana. Sendo assim o melhor conselho que te posso dar é "mete na tua cabeça que não podes ver tudo!", salvo se a tua viagem for de 15 dias (e mesmo assim parece-me difícil). Posto isto admito que existem alguns incontornáveis como a Torre Eiffel, o Palácio-Muséu do Louvre, a Catedral de Notre Dame ou a Basílica do Sacré-Coeur. E depois existem todas as outras coisas que vêem nos guias turísticos mas que deves adaptar aos teus gostos. Se não gostas de "visitas insólitas" não vale a pena perderes tempo na visita às catacumbas de Paris e se a Guerra não te interessa não vale a pena visitares o Palácio des Invalides (que é curiosamente um dos meus preferidos) pois a única coisa a ver ali é o Museu Militar. 

- Dentro dos possíveis compra os bilhetes com antecedência na Internet: Assim evitas as filas de espera para comprar bilhetes e ainda poderás ter, como é o caso da Torre Eiffel, uma hora de visita marcada e um "corta-fila" o que é óptimo quando te apercebes do tempo mínimo de espera para entrar. 

- Anda a pé: Paris, tal como a maior parte das cidades europeias, têm uma boa parte das suas atracções muito próximas umas das outras. Sendo assim aproveita e faz a visita a pé, pelas margens do Sena e, para além de veres todos os incontornáveis poderás visitar as pontes mais emblemáticas e descobrir pequenos recantos incríveis sem perderes tempo a trocar de linhas de metro. 

- Visita o que está na cidade: É impossível visitar Paris e a Disneyland num fim de semana, ou mesmo em três ou quatro dias, assim como é muito difícil visitar por exemplo Paris e o Palácio de Versailles primeiro porque ambos se encontram verdadeiramente longe da cidade e depois porque ambos têm mesmo muito que ver e muitos visitantes. Se é a tua primeira visita escolhe aquilo que, geograficamente falando, te faça poupar mais tempo em viagens. Salvo claro, se a tua prioridade é mesmo visitar estes locais. 

- Evita andar muito carregado: A França está em alto nível de alerta contra o terrorismo, e inevitavelmente, ao visitar Paris passamos muitas vezes por seguranças que nos farão abrir os sacos e os casacos. Se puderes facilita-te a vida e deixa aquilo de que não precisas no hotel. Se ainda para mais tiveres o cuidado de te preparar de avanço para a passagem no detector de metais ganharás muito tempo no final do dia. Garantido!

- Escolhe a época do Ano em que vais: Pelo facto de residir em França aprendi muito sobre a sua capital. A melhor altura para visitar a cidade é sem dúvida nos meses de Verão, especialmente o mês de Agosto. Os parisienses rumam para Sul ou para a Bretanha para gozarem de férias à beira mar e o mesmo acontece com os turístas franceses que são uma boa parte dos visitantes. Desta forma a cidade fica para quem trabalha em Agosto e para os turístas estrangeiros. 

- Procura hotéis próximos de Estações de Metro principais mas fora dos circuitos turísticos habituais: Assim de cabeça lembro-me das zonas das Gares de Lyon ou de Montparnasse pois estão ao lado dos transportes do e para o aeroporto e das linhas de metro principais. 

- Evita almoçar em sítios muito turísticos, como por exemplo os Champs Elysées, pois para além do preço ser mais caro também as filas são enormes. Aplicações como o TripAdvisor são muito reputadas em França e ajudar-te-ão a escolher um restaurante próximo, mas calmo e provavelmente com mais qualidade. 

Espero que estas dicas te permitirão apreciar ainda mais a visita à Cidade-Luz! Se tiveres outras dicas que queiras partilhar connosco deixa em comentário. 

Até Breve!

Margarida

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26
Ago17

E o Cabelo Melhorou...


Margarida

Este post é completamente "novo" aqui pelo blogue pois, pela primeira vez, vou apresentar-vos uma das minhas "rotinas". Espero que gostem do princípio e do conteúdo.

Há uns tempos atrás falei-vos, a propósito de uma semana mesmo má, do facto dos meus cabelos estarem a cair imenso (muito mais do que o normal), o couro cabeludo me fazer muita comichão e o seu aspecto ser baço e sem vida. 

Depois desse post decidi enfrentar o problema e procurar criar uma rotina para melhorar o cabelo e conseguir melhorar a qualidade dos fios! Se foi por sorte ou não, não faço ideia mas consegui adaptar rapidamente a minha rotina e tive resultados super rápidos. 

Deixo-vos aqui as minhas sugestões!

- Diariamente penteio o cabelo, de preferência de cabeça para baixo, de forma a melhor espalhar o sébum natural do cabelo que está mais concentrado na raiz. Faço-o pelo menos duas vezes ao dia. Normalmente à noite faço também uma massagem com um sérum antiqueda à base de água floral de alecrim, de água floral de buxo e de água floral de folhas de loureiro.

A alimentação é fundamental para ter cabelos bonitos, por isso comer frutos secos e frutos e vegetais de época é a opção mais segura. Esquece o fastfood e todos os preparados e pré-congelados de que tanto gostas. Para ajudar ainda mais um bocadinho comecei a fazer um mês de suplemento alimentar à base de levedura de cerveja. Esta é rica em vitamina B e E entre outras e pode ser também aconselhada pelos naturopatas para ajudar no combate ao cansaço e ao stress e melhorar o sistema imunitário. 

Também o facto de descansar bem, fazer exercício e meditar podem ajudar a lutar contra este problema, especialmente quando se deve a cansaço ou a emoções negativas como tristeza ou stress. 

- A cada três dias lavo os cabelos com um champoo o mais suave possível e uma massagem muito ligeira (esquece meter as unhas para lavar o couro cabeludo). No fim enxaguo com água morna (não suporta a água fria nem mesmo no Verão). 

- A cada 15 dias aplico um banho de óleo à base de óleo de jojoba ,que ajuda a regular o sébum natural do cabelo, e de vitamina E.  

Esta rotina ajudou-me a reéquilibrar o cabelo e é extremamente natural. No entanto, caso a queda seja excessiva não te esqueças que o médico, ou o farmaceutico são as melhor pessoa para te aconselhar! 

Espero que este artigo vos tenha agradado. Não se esqueçam de deixar a vossa opinião nos comentários assim como algumas dicas a sugestões para melhorar os textos. 

Podes também seguir-nos no facebook e no instagram! Estou à tua espera! 

15
Ago17

Cuidar do Rosto: A Massagem!


Margarida

Desde que comecei este blogue que vos falo de rituais de beleza naturais, como é o caso do Layering, e da consequente utilização de óleos vegetais para desmaquilhar e hidratar o rosto.  

Uma das fases "xuxus" da minha rotina diária, especialmente antes de ir dormir, é a aplicação de um óleo vegetal, que no meu caso é o de jojoba. Relembro-vos que este óleo é perfeito para as peles com tendência a oleosas como a minha. 

E agora dizem vocês: "Mas Margarida utilizar óleo sobre a pele oleosa vai aumentar as borbulhas/ o acne/ vai entupir os poros"... etc, etc! E eu respondo-vos: não faz nada disso! Juro que pensava como vocês até ter experimentado! 

O meu segredo?! Uma boa aplicação do óleo. Ora vejamos: 

Passo n.º 1: Colocar nas mãos o equivalente a 3 gotas de óleo e aquece-lo entre as mãos para permitir uma melhor penetração.

Passo n.º 2: Utilizar as palmas das mãos inteiras para a aplicação do óleo. Os movimentos devem ser do tipo "effleurage", ou seja uma massagem de deslizamento muito suave.

Passo n.º 3: Massage do interior para o exterior e depois no sentido das orelhas e do pescoço. A duração da massagem deve ser de 3 minutos mínimo! O segredo colocar uma música calma para controlar o tempo pois 3 minutos pode ser longo... 

E são estes os passos essenciais para conseguir uma aplicação eficaz dos óleos essenciais. Para que a visualização seja mais fácil deixo-vos um vídeo de Julien Kaibeck que vos permitirá perceber melhor a aplicação do vídeo (falado em francês): 

E vocês, já pensaram em experimentar a utilização de um óleo puro sobre o rosto? Independentemente do vosso tipo de hidratante fazem massagem no rosto? Aguardo os vossos comentários e os vossos likes na página de Facebook e no Instagram do blogue! 

Até breve!

Margarida

 

Fonte: "Adoptez la slow cosmetique" de Julien Kaybeck

Site: www.lessentieldejulien.com/

 

30
Jul17

Porque é que "prefiro" trabalhar em Agosto


Margarida

Agosto é, por excelência, o mês das Férias, da praia e do regresso a casa para os portugueses que, tal como eu, vivem foram do país.

No entanto eu, como ser estranho que sou, prefiro fazer férias no início de Julho ou em Setembro e deixo-vos aqui as minhas razões: 

- O trabalho diminui, a equipa está bem reduzida e o ambiente necessariamente melhora. Estas razões fazem-nos redescobrir um bocadinho o prazer de trabalhar com calma, o que nem sempre acontece no resto do ano;

- Menos trânsito e menos gente nos transportes em comum o que nos melhora claramente o bom humor e as viagens se tornam muito mais rápidas independentemente das vias fechadas e da redução de serviços;

 - A cidade "toda" para nós... Os parques, as lojas e os sítios mais concorridos estão praticamente vazios e podemos aproveita-los com muito mais tranquilidade...

- O facto de haver menos gente faz com que as pessoas sejam mais calmas e respeituosas o que diminui o risco de empurrões e de atropelamentos na rua e nas escadas do metro. 

- É a altura certa para ver museus, monumentos e locais onde nunca passamos em primeiro porque estão sempre apinhados e em segundo porque os dias curtos e o cansaço do trabalho não nos deixam propriamente com vontade de lá ir!

- Apesar de ainda estarmos à espera, ou de já termos tido férias, Agosto pode ser o mês ideal para uma escapadinha bem pertinho da cidade. E há tantas coisas bonitas a descobrir! 

- Quando vais de férias antes ou depois as coisas são normalmente mais baratas e a confusão é muito menor!

E vocês são dos que gostam ou dos que detestam trabalhar em Agosto? Fico à espera dos vossos comentários! Beijinhos e, se for caso disso, boas férias!

Margarida

27
Jul17

Aniversários MUITO Especiais - 5 ideias simples e personalizáveis


Margarida

Um aniversário é sempre um momento importante no ano, especialmente quando se trata do aniversário de alguém que nos seja querido. É inevitável querermos tornar esse dia ainda mais especial e aí começa a correria aos presentes, às pastelarias, aos restaurantes e por aí fora. 

No entanto existem muitas outras maneiras, bastante menos consumistas, de tornar o aniversário de alguém um momento único e inesquecível e, em algumas das sugestões apresentadas, sem se arruinar financeiramente e com o máximo de coisas feitas por ti ou a ser partilhadas contigo! 

Acompanham-me nesta viagem?

- Caixa-Surpresa com bolo de aniversário, guloseimas e bebidas para comemorar! A sugestão apresentada é para aniversário de namoro mas pode bem ser utilizada para comemorar o aniversário do namorado/marido, de uma amiga especial ou de um familiar muito próximo. 

- Festa Surpresa: Organizar uma Festa de Aniversário Surpresa pode ser um presente e tanto. Precisas de um espaço para a realização do evento e de uma lista de convidados. A cada convidado pode ser pedido para trazer algo nas categorias de "doce", "salgado" ou "bebida", para a animação uma playlist com as músicas preferidas do aniversariante. 

- Varão de Fotos: Para aqueles que têm jeito para as artes plásticas (ou então muita força de vontade) esta pode ser uma sugestão perfeita para festejar o amor e a amizade e um presente que nunca sairá da memória do aniversariante.

- Caneca decorada: O presente certo para a colega de casa ou a irmã. Com um preço que será razoável e algum trabalho de "decoração" à mistura ela não se esquecerá de ti, especialmente quando tomar o pequeno-almoço! 

 - Oferecer um Dia/ Fim de Semana Diferente: Prepara uma experiência que a tua amiga gostaria mesmo de fazer e acompanha-a porque não na companhia de outras amigas. Outra possibilidade será levar, durante uma tarde, um dia ou um fim de semana a um lugar onde o aniversariante gostaria muito de ir. Esta opção é claramente aquela que se adapta a todas as carteiras pois pode ir desde uma tarde no Jardim de Serralves até um fim de semana em Paris. 

 

 Espero que tenhas gostado deste post. Em cada subtítulo encontrarás o link que te liga ao artigo original, de onde tirei a ideia. 

Espero que este post vos tenha agradado e acima de tudo que vos permita pensar em alternativas mais personalizadas e criadas ou pensadas por ti em especial para aquela pessoa de que gostas tanto! 

Margarida

 

 

 

18
Jul17

Esponja de Konjac: uma amiga!


Margarida

Hoje venho falar-vos de uma grande aliada que já faz parte das minhas rotinas de "limpeza de rosto" à algum tempo e, admito, gosto cada vez mais dela: a Esponja de Konjac. 

Esta pequena esponja é perfeita para cuidar da nossa pele do rosto porque permite uma limpeza mais profunda, de origem mecânica (logo recorre menos a produtos químicos e portanto menos poluente) e é reutilizável.

A melhor maneira de utilizar esta pequena esponja é fazendo movimentos giratórios por todo o rosto, sem esquecer a "zona T" para as peles com mais tendências a problemas. Dizem os entendidos que este gesto ajuda a "fechar os poros" e a reduzir a oleosidade. 

Pessoalmente uso a minha esponjinha de konjac de manhã e à noite, seja para retirar os restos de sabonete seja para retirar o que resta do meu desmaquilhante.

A única coisa a ter em conta é que ela esteja bem húmida ao momento em que a utilizamos, se assim for a sua utilização é extremamente confortável e os resultados são bastante satisfatórios. A esponja deve ser limpa após cada utilização.

E vocês conhecem a "esponja de Konjac"? Já utilizaram? O que acham? Fico à espera de notícias vossas!

Margarida 

 

13
Jul17

Sítios onde vale mesmo a pena ir #2 - Constância


Margarida

Com as Férias de Verão quase a acabar para uns e ainda longe para outros trago-vos hoje uma sugestão para uma escapadinha sobretudo para quem procura tranquilidade. Venho apresentar-vos a Vila de Constância!

Constância é uma pequena vila, sede de concelho, no distrito de Santarém e próxima das cidades de Abrantes e Tomar e do Castelo de Almourol (possível de visitar saindo ora de Tancos ora de Vila Nova da Barquinha) 

Nela podemos encontrar um interessante jardim de homenagem a Luís Vaz de Camões, que ali viveu em auto-exílio depois de uma paixão avassaladora, e infrutífera, por Catarina de Ataíde. 

Esta pequena vila ribatejana conta ainda com uma praia fluvial, na confluência do Rio Tejo e do Rio Zézere. 

Sendo uma vila pequena e pacata é acolhedora pela sua organização e por se respirar história e romantismo em cada recanto. 

Caso esteja, ou faça uma escapadinha, ao Ribatejo não deixe de passar por lá. 

Imagens recolhidas da net devido a problemas com a minha camara fotográfica 

07
Jul17

3 Meses sem calmantes! Yeah!!!


Margarida

Como já vos contei em vários outros posts, à alguns anos atrás tive um problema de burn-out e ansiedade. Nessa altura, mais ou menos pelo final do Inverno do ano de 2014, percebi que não podia continuar assim e acabei numa consulta de psiquiatria. 

O primeiro especialista a que fui, e que se é verdade que me apanhou em plena fase negra, escolheu uma terapêutica 100% com medicamentos. Poucas palavras e nenhuma tentativa de estabelecer mais contacto do que aquele que permite a distância entre o paciente e o médico com a secretária pelo meio.

Passei a tomar comprimidos para tudo: para não chorar, para dormir, para acordar... Não critico, nem nunca critiquei as opções clínicas do médico pois, verdade seja dita permitiu-me tirar a cabeça da areia e respirar. Mas, à medida que a situação se estabilizou, e a minha vida deu um dos primeiros turbilhões que estava a precisar decidi deixar de ir às consultas. A sua distância incomodava-me um pouco, assumo. Esse foi o meu primeiro grande erro! 

Completamente noviça nessas coisas de antidepressivos e hipnóticos acabei por fazer uma espécie de desmame de uma forma abrupta e completamente sem nexo. À medida que os comprimidos acabavam eu simplesmente não comprava mais... 

Passado algum tempo, com a partida iminente nesta aventura por terras gaulesas, decidi procurar novamente ajuda médica e, desta vez, o psiquiatra em questão ia muito mais ao encontro daquilo que eu acredito que é o papel de um profissional de saúde. Escutou-me, tentou entender-me e ajudar-me a encontrar soluções.

Claro que, entre a situação que estava ainda fora do meu controlo,  e a minha vida a aproximar-se perigosamente de uma viragem que ninguém poderia adivinhar se iria correr bem ou mal, o recurso a medicação foi inevitável. Ao menos teria um suporte para todas as mudanças que se avizinhavam. Mas desta vez a medicação utilizada foi mais ligeiras e em doses perto das residuais.

Durante quase 3 anos era impossível estar em completo silêncio sem ser para dormir, perder uma noite de sono era sinónimo de quatro dias de recuperação e de uma dor de cabeça mortal, as minhas mãos tremiam-me 24/24 horas por dia e sempre que vinha uma dor de cabeça sentia-me apreensiva.

Não sei se fui só eu mas durante a altura mais incapacitante de todo o meu processo, as dores de cabeça eram muito fortes e constantes. 

A ideia era e sempre foi que eu tomasse a minha vida e as minhas emoções em mãos e que o seu uso seria só uma "ajuda" e nunca a causa do meu restabelecimento. 

À cerca de dois anos decidimos, leia-se eu e o médico, que estava na altura de começar a reduzir as doses terapêutica. Tudo se passou sempre bem e desta vez sempre segui os seus conselhos. 

No entanto voltei a decidir mudar tudo outra vez... aproximava-se uma mudança de mais de 7 horas de viagem de automóvel entre a minha primeira "casa" e a actual. Longe de todas as pessoas com quem me tinha bem entendido inicialmente ia recomeçar tudo do zero. O desmame dos calmantes e dos antidepressivos ficou em "STOP" mais uma vez. Era mais uma grande volta... 

Estou na "nova" cidade há cerca de um ano e meio. O trabalho corre bem apesar de saber que ainda "não é aquele", a equipa não é perfeita mas aprendi que o silêncio, a capacidade de discernimento e a mostra clara de que "trabalho é trabalho, conhaque é conhaque" permitiram-me ter boas relações sem que a minha vida pessoal ficasse demasiado exposta. Aprendi a deixar o trabalho no trabalho, a não levar as opiniões alheias nem as criticas como um "ataque pessoal" e de tentar perceber se gostam de mim ou não, ou se dizem mal de mim ou não uma tarefa, entre todas as outras. 

A entrada de "alguém especial" na minha vida, o que não foi de todo um processo tão fácil nem "linear" também foi uma nova aprendizagem. Afinal os erros e as mágoas do passado tinham-me dado experiência para quê continuar a sentir pena de mim própria?! E por fim, o maior balão de oxigénio que se pode ter, consegui finalmente fazer as pazes comigo mesma. E esse foi, sem dúvida, o mais desafiante e o mais importante dos desafios.

Incluí novas coisas no meu dia a dia: desporto, alimentação, sofrologia, mindfulness, meditação... nem sempre foi fácil mas acabei por me disciplinar. A etapa mais dificil foi mesmo encontrar o sono de uma forma natural. Aceitei que todas as pessoas têm insónias, que não é nada de grave e a meditação ajudou-me neste processo apesar de, ainda hoje, notar que a minha "qualidade" de sono se alterou, acordo de manhã igualmente descansada. 

A minha resistência às lágrimas nunca foi muito forte e, com o desmame fiquei com as emoções muito mais à flor da pele sem no entanto me sentir fragilizada, e muito menos envergonhada, com isso. 

Já passaram três meses e estou bem e feliz. Consigo estar em casa, em total silêncio sem me sentir incomodada, voltei a puder ir a lugares com muita gente e barulho sem que o som me suba à cabeça e que lá permaneça como um ruído gigante. As minhas mãos tremem menos e os meus dias têm fases distintas decidadas a mim própria, à minha família e amigos, ao meu namorado e ao meu trabalho. 

A qualidade e a higiene de vida tornaram-se fundamentais sem, no entanto, pensar nisso como uma obsessão e, apesar de ter sido longo e ter tido muitos altos e baixos acho que eu, e todos aqueles que me acompanharam ao longo destes anos, estamos de parabéns não pelo fim do consumo de antidepressivos e calmantes mas por nunca me terem deixado acreditar que era para a vida toda e que não podia assumir sozinha o controlo da minha vida. 

O meu conselho a todas as pessoas que estão a passar por uma destas situações: os químicos devem ser tomados de forma pontual e não "para a vida" como se houve bastantes vezes. Tentem cercar-se daqueles que vos amam, aprendam a "relativizar" e que "errar é humano", perdoem-se a vocês e aos que vos fizeram mal. Sorriam, cuidem-se e fortaleçam-se. Reencontrem-se e acreditem que a vossa vida é vossa e não é uma má fase que vos vai roubar o seu controlo. 

Um grande beijinho de força e esperança! 

Margarida

 

02
Jul17

Vamos falar de tempo livre! Uma necessidade ou um luxo?


Margarida

Uma amiga comentava comigo que deixou um trabalho que tinha a mais do seu "horário laboral". Segundo ela o projeto que era inicialmente "pequeno" e que lhe ocupava apenas uma noite por semana cresceu e passou a passar quatro noites por semana fora de casa não tendo assim tempo nem para a família, nem para o namorado, nem para os amigos e, para não lhes faltar a eles todos, acabou por se esquecer do que era cuidar dela própria. 

As suas hesitações foram muitas: se de um lado o dinheiro lhe dava jeito mesmo que não precise dele para comer, do outro está toda uma sociedade que nos diz "trabalha cada vez mais porque tens a sorte de ter trabalho e há muita gente que quer e não tem". E com o passar do tempo aquele "tempo extra" que até lhe dava gozo e num projeto que ajudou a construir estava a tornar-se num peso e numa fonte de preocupações e inquietude e onde já ninguém se sentia totalmente satisfeito. 

Com o seu desabafo lembrei-me do meu próprio percurso. Como já vos disse em alguns posts anteriores eu própria sofri de "burn-out" e ansiedade numa determinada fase da minha vida. Fui medicada para esse efeito e, apesar da fraca dose de antidepressivos e calmantes, só consegui deixá-los completamente à cerca de 2 meses.

Ninguém é, nem nunca foi, culpado pelo meu estado de saúde que foi fruto essencialmente de horas e horas de trabalho, num emprego que não me dava prazer nenhum (apesar de fazer "aquilo" para que supostamente tinha estudado), ainda mais horas para fazer uns domicílios para aumentar ligeiramente o salário que era baixo, bem baixo para as minhas habilitações académicas e passar os fins de semana a tentar recuperar das horas de sono e do cansaço acumulado.

O tempo fugia-me por entre os dedos e com ele todas as actividades que gostava de fazer. Deixei primeiro de ter tempo para mim e depois para os outros. E quando assim foi o caos instalou-se. E demorou a que conseguisse por tudo em ordem tendo para isso que procurar um novo emprego e, como não o consegui em Portugal, fí-lo noutro pais. 

Hoje posso dizer que tenho tempo para tudo, mesmo com noites, fins de semana e feriados a trabalhar. Continuo a passar muitas horas no hospital mas aprendi a comandar o botão "on/off" e a organizar-me. Se esta semana trabalho sete dias e uma noite vou fazer os possíveis por, na semana seguinte faço o possível por ter um horário "normal" e guardar uma noite para mim própria e dar atenção aqueles de quem gosto pois nada nem ninguém

Dedico o meu tempo livre a cuidar de mim, dos que amo, mesmo daqueles que estão longe. 

Cozinho, medito, passeio no parque ao lado de casa... e nem por um minuto me sinto culpada, como já senti, pelo tempo em que "não faço nada"... 

Percebi que é esse mesmo tempo que nos permite aumentar a nossa produtividade, a nossa capacidade de gestão do stress e encontrar o tão desejado equilibrio entre vida pessoal, familiar e profissional. 

Para mim tempo livre é uma necessidade e, perante o comentário daquela amiga ou de qualquer outra pessoa neste Mundo o meu conselho dificilmente não será o mesmo: "ter dinheiro é importante, e infelizmente há quem tenha de trabalhar como doido para conseguir um ordenado para sustentar a casa e a família, mas se for possível encontrar um equílibrio e estar presente e activo na nossa própria vida e na daqueles de quem gostamos é algo que não há dinheiro nenhum que pague". Portanto para mim tempo livre, mesmo que seja pouco mas que seja de qualidade é, e será sempre uma necessidade. 

E para vocês o que significa tempo livre: é um luxo ou uma necessidade?

 

 

25
Jun17

Os grandes nomes a apagar dos champôs (os químicos a evitar!)


Margarida

Hoje venho falar-vos sobre os meus cuidados capilares e o porquê de ter deixado de usar alguns produtos/marcas, devido aos ingredientes que os compõem, por razões inicialmente ecológicas e, mais tarde, de opção pelos meus cabelos e pele.

De uma forma muito introdutória é preciso saber que uma das partes mais importantes (senão a mais importante) numa rotina capilar é a lavagem. 

Hoje em dia, quando escolho um champôo, tenho em conta a sua composição e há ingredientes que me fazem banir imediatamente o produto da lista de compras. 

Em relação ao tensioactivo do champôo, ou seja o ingrediente que forma a "espuma", evito os sulfatos, como por exemplo ammonium (ou sodium) lauryl (ou laureth) sulfate ou sodium coco sulfate (que é no entanto menos agressivo). Estes ingredientes agridem o coro cabeludo devido ao seu forte efeito espumante e lavante.

Em compensação opto por produtos com outros tensioactivos como sodium cocoyl isethionate, sodium lauroyl sarcosinate, cocamidopropyl betaine ou as bases lavantes à base de açucares (lauryl / decyl / coco glucoside) que apesar de não fazerem tanta espuma lavam bem e são menos agressivos com o coro cabeludo. 

Outros ingredientes de champôos dos quais prefiro manter-me afastada os silicones são os primeiros da lista por ser tão poluente (e pensar que enviamos todos os dias para o esgoto litros e litros de água que provém dos nossos banhos).

Podemos reconhecer os silicones por acabarem em -cone ou -xane. De evitar são também os ingredientes com as terminações em números (exemplo quaternium-[número]), em -trimonium chloride ou -trimonium methosulfate

Muito cuidado, quando fizeres a opção de um champôo mais ecológico e menos químico, de ler bem os seus ingredientes. São muitos os produtos que nos são apresentados de uma forma muito natural, muito suave e quando olhamos para a sua composição percebemos que só mesmo o "marketing" é que é green. 

Para acabar a lavagem somos quase "obrigados" a usar um amaciador, mesmo quando ele não nos faz assim tanta falta. Desta forma, e sempre que acho que preciso de um bocadinho de hidratação nas pontas, opto por aplicar um óleo vegetal (mesmo se existem amaciadores sem os ingredientes acima mencionados) e, uma vez a cada duas semanas faço um banho de óleo que deixo repousar pelo menos duas horas antes da lavagem. Para modelar o gel de aloe vera funciona muito bem. 

Para que um cabelo seja bonito, saudável e cresça é preciso no entanto cortá-lo de vez em quando para acabar com as pontas secas e espigadas que aparecem, independentemente do cuidado que se têm com ele. 

Estas são apenas algumas bases sobre a minha rotina de cuidados capilares que, ao fim de 6 meses em que a ponho em prática me deixa bastante satisfeita e com um cabelo que recuperou um brilho e uma vivacidade natural. 

Se gostaram deste post não deixem de comentar e de nos seguir no Facebook e no Instagram. 

Um grande beijinho a todos e até breve! 

Margarida

Se este artigo te interessou não deixes de dar uma vista de olhos na TAG "Movimento Slow" e encontrarás com certeza outros posts que te interessaram sobre beleza orgânica/natural! 

 

 

 

 

 

 

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