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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

14
Abr17

Objetivo Principal: Ser Feliz!


Margarida

Passamos a vida atrás de tudo e mais alguma coisa. Poupamos para um carro, uma casa, uma vida estável, ir ao restaurante da moda ou ter aquele casaco ou aquela mala. Nada contra os objetivos: estabeleço os meus e sinto-me muito mais orientada. 

Mas estabelecer objetivos não têm de significar colocar-se sobre pressão todos os dias. De vez em quando é preciso pensar positivo, deixar ir e acontecer! Não é um processo fácil, implica a sensação de se deixar "andar à deriva" e de que "se perde tempo". Mas garanto-vos, por experiência própria, de que não se perde só se ganha. 

Com 26 anos os objetivos desmedidos, a incapacidade de ter de fazer escolhas e de ter de tomar decisões nem sempre justas fizeram-me cair num burn-out onde nada fazia sentido. Os sons tornaram-se insuportáveis, a luz um pesadelo e os amigos nem vontade tinha de os ver. Tomava medicação para dormir, para acordar e para me manter acordada. Conduzir era insuportável... pior ainda tendo em conta que tinha acabado de comprar o meu primeiro carro a sério com todas as características que queria. Não aproveitei nadinha daqueles primeiros meses que deviam de ser de orgulho e satisfação. 

Deixei de procurar o Sol ou o som dos pássaros, o qual fazia parte de mim desde miúda, que sempre fui uma Maria Rapaz insuportável com manias de amazona. O Mar, essa paixão de toda a vida, fazia-me chorar. Na voz da família e no olhar dos amigos (daqueles que restaram pelo menos) vi a tristeza... e sentia-me cada dia pior e ainda por cima uma falhada! O meu orgulho estava ainda mais ferido do que o meu estado emocional. 

Como as coisas melhoraram não sei. Só sei que de um dia para o outro recuperei alguma força e coloquei mãos à obra. Primeiro obrigada pela minha consciência, depois por necessidade, redescobri o prazer do Sol, a sensação da relva fresca, o cheiro da terra molhada e o som do mar. Decidi que o meu sonho principal era ser feliz e que as minhas limitações, se as tinha, eram fruto do facto de ser humana. Decidi dedicar-me mais aos momentos do que aos bens materiais, decidi abrir asas e voar e criar uma outra vida. 

Hoje as cores e os cheiros que me envolvem fazem parte de mim... não os rejeito... agradeço-os como uma bênção. As más emoções são substituídas por outras melhores mais ou menos a custo e a minha paz interior é mais importante do que ter razão. 

Decidi que a minha missão era ser uma pessoa feliz e não uma pessoa como aquela que eu achava que devia ser! A "batalha" ainda não está ganha: se sou feliz quase sempre existem sempre uns dias negros pelo meio para me refrescar a memória. Mas a vontade está lá e é de ferro. Porque a felicidade não está no que achamos que somos mas naquilo que temos e nem percebemos. 

Margarida

(peço-vos desculpa por qualquer erro de escrita mas este texto foi criado num ato de autorreflexão e decidi não relê-lo de forma a deixá-lo o mais autêntico possível)

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