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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

25
Fev17

Compras a Granel: A minha experiência!


Margarida

Olá queridos leitores espero que estejam todos bem! Hoje trago-vos um post num tom um bocadinho mais exaltado do que o habitual. Tratasse de uma resposta a diversos comentários que li e que me pareceram desprovidos de senso e que demonstram uma resistência a tudo o que sai da nossa vida confortável e descartável. Não escrevi este post para que ninguém me dê razão mas sim para dar outras razões para pensar no assunto. Vamos por partes:

Esta semana a SIC transmitiu uma reportagem sobre as compras a granel. (Podem assistir aqui). E mais uma vez os comentários de uma boa parte dos espetadores demonstra uma vontade de criar polémica em torno da coisa. 

Tal como aconteceu com a proibição da dispensa gratuita de sacos de plástico (por razões ambientais graves) as respostas como "mais dinheiro para os supermercados" e "comprei por duas vezes e um dos alimentos fazia-me sempre vomitar" não se fizeram esperar. 

Sem querer ofender ninguém nada melhor do que parar e pensar um bocadinho. 

Como já vos disse resido fora do país à cerca de 3 anos e apenas um ano depois aderi às compras a granel. Se a minha preocupação era essencialmente ambiental no início a verdade é que as poupanças são reais. Tão reais que me permitem manter um budget alimentar mensal de cerca de 120 euros (com bebidas incluídas e muita cozinha em casa para amigos) tendo em conta o custo de vida, o facto de fazer uma alimentação de tendência biológica e de circuitos curtos, com pouca carne e peixe na ementa e com almoços e jantares preparados em casa (levo sempre a marmita para o trabalho.

Quando digo que poupa é porque compro apenas aquilo que preciso (poupando assim no preço mas também porque as coisas não ficam cá por casa meses e meses até por fim serem postas no lixo porque já não estão boas ou porque a data de validade passou... ou porque pura e simplesmente não gosto do produto) mas poupo também na embalagem (1 ponto para mim, 3 pontos para o planeta especialmente porque aqui o conceito é de comprar a granel e levar os seus próprios sacos em tecido, frascos, caixas, etc. Ou seja materiais duráveis e laváveis que são reutilizados centenas de vezes)! 

A verdade é que a embalagem sai cara: é o plástico (que é constituído de produtos refinados de petróleo: não sei vocês mas pessoalmente prefiro ter o menos contacto possível com um material que entre outras coisas está mais que provado que dispõe de perturbadores endócrinos prejudiciais à nossa saúde e todo o design, tinta, produção, etc. E desengane-se quem acredita piamente na boa vontade de quem criou as embalagens (e as super embalagens: papel, plástico e outros que tais). O objetivo delas é vender, não proteger-nos a saúde... se não não seria nem de plástico nem coloridas com tintas... Mas deixando de lições de moral. 

Vivo em França e, por aqui as compras a granel são mais do que comuns existindo mesmo cadeias de lojas especializadas e áreas especificas em muitos supermercados, lojas bio e mercearias de bairro. Não só por poupança mas acima de tudo por ecologia. Os sacos de plástico são proibidos há mais de 20 anos e até os saquinhos de plástico do supermercado (aqueles da fruta sabem: que usamos uma vez, metemos no lixo e depois fica à espera de se desfazer por todo o nosso tempo de vida e até o dos nossos filhos e netos). Chocar-vos-à ainda mais em dizendo que a louça em plástico será proibida até ao início do próximo ano e até os cotonetes vão desaparecer. E ninguém reclama. As pessoas procuram soluções duráveis porque já perceberam que o lixo está a dar cabo de nós, das nossas praias, das nossas montanhas, do nosso Mundo afinal... E este tipo de comportamentos começa a espalhar-se por outros produtos que não o alimentar. Por exemplo eu compro o meu líquido da louça a granel. Compro o que preciso e a embalagem é sempre a mesma!

Outro argumento que posso refutar facilmente são as razões de higiene: não corremos mais riscos do que os que se correm numa fábrica ou se formos a um restaurante. Há regras a cumprir, e bastante rígidas no final das contas. E afinal qual é a diferença entre comprar massa e farinha (que vão ser cozinhados) e escolher a nossa fruta dos mostradores. Na fruta toda a gente mexe com as mãos, nos arrozes e leguminosas nem por isso. 

Para além de que o nosso medo "desmedido" de infeções está-nos a dar cabo da saúde.,, mas isso são contas de outro rosário. E sim, como profissional de saúde estou bem posicionada para o dizer. 

De qualquer forma e porque o post já vai longo, não eram os nossos avôs fortes e saudáveis e não compravam tudo a granel. Porque somos nós tão reticentes a um "retorno ao passado" quando o futuro, se continuarmos a consumir como hoje em dia, nos dará cabo da saúde e da qualidade de vida! 

Um grande bem-hajam a todos vocês! E um Super e Tranquilo Sábado! 

Margarida

 

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