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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

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A Arte da Simplicidade

29
Jun17

A flatulência do Salvador... e o destilar raiva nas redes sociais


Margarida

Não sou do género colérico nem nada que se pareça. Aliás já há algum tempo que tenho um blogue onde escrevo sobre positivismo, minimalismo, bem estar, meditação entre outros temas mais ou menos 'zen' mas, desta vez vou usar este espaço para, também eu, criticar alguma coisa. Sei o que pode vir desta crítica mas, sinceramente, que se lixe. Terça feira à noite um grupo de cantares brindou-nos com um espetáculo solidário onde, entre publicidade, bilhetes e mais não sei bem o quê juntou muito dinheiro. Dinheiro infelizmente necessário para a reconstrução de casas e vidas em Pedrógão Grande. A solidariedade de que tanto nos gabamos em acção. E ainda bem. Entre 'Dama', Agir e mais outros cantores chegou a vez do nosso 'mais recente' herói nacional que é como quem diz: Salvador Sobral. Ora, Salvador que choca, que vive no seu Mundo fez mais um dos seus 'comentários' e o herói passou de 'bestial a besta'. Não digo que tenha sido o seu comentário mais feliz ou a sua piada mais divertida mas não deixa de ser o Salvador que estava. O mesmo Salvador que, à uns meses atrás, fazia concertos para um grupo restrito de pessoas que apreciam jazz, bossa nova e outros géneros musicais menos despretensiosos. E pronto caiu 'o Carmo e a Trindade' quando o rapaz larga uma piada sobre flatulência. Depois 'dessa piada' foram muitos aqueles que, qual 'virgens ofendidas' se sentiram chocados, limite ofendidos, com o músico. Mal ou bem Salvador foi 'autêntico', qualquer coisa que é muito mal aceite neste cantinho da Europa, seja pelas pessoas ou pela imprensa (que por uns likes e uns tostões fez um mar de publicidade a esta não notícia). E enquanto todo este festival continua cai-se no esquecimento do que é realmente importante: morreram mais de 60 pessoas, há famílias destruidas, pessoas que perderam tudo e muitas muitas perguntas que não têm resposta e ninguém que esteja disposto a dá-las. Enquanto isso os 'comentadores de trás do ecrã' dão lições de 'civismo' a artistas que criam o seu espetáculo, que dão lições de 'apagar fogos aos bombeiros' e que aceitam de cabeça baixa que foi a Natureza que provocou esta tragédia e para quem prevenção e planos de emergência não quer dizer nada. As redes sociais permitiram dar voz a muita gente que não a tinha mas fez também nascer uma onda de prepotência e de 'eu sou muito melhor que tu' nunca vista. E se, antes de destilar ódios, raiva e frustrações nas redes sociais deitassemos a cabeça na almofada e fizéssemos uma reflexão honesta sobre o que somos, de onde vimos e onde vamos chegar. Ah esperem... honestidade nada têm a ver com dar lições de moral a tudo e a todos...

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