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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

27
Jul17

Aniversários MUITO Especiais - 5 ideias simples e personalizáveis


Margarida

Um aniversário é sempre um momento importante no ano, especialmente quando se trata do aniversário de alguém que nos seja querido. É inevitável querermos tornar esse dia ainda mais especial e aí começa a correria aos presentes, às pastelarias, aos restaurantes e por aí fora. 

No entanto existem muitas outras maneiras, bastante menos consumistas, de tornar o aniversário de alguém um momento único e inesquecível e, em algumas das sugestões apresentadas, sem se arruinar financeiramente e com o máximo de coisas feitas por ti ou a ser partilhadas contigo! 

Acompanham-me nesta viagem?

- Caixa-Surpresa com bolo de aniversário, guloseimas e bebidas para comemorar! A sugestão apresentada é para aniversário de namoro mas pode bem ser utilizada para comemorar o aniversário do namorado/marido, de uma amiga especial ou de um familiar muito próximo. 

- Festa Surpresa: Organizar uma Festa de Aniversário Surpresa pode ser um presente e tanto. Precisas de um espaço para a realização do evento e de uma lista de convidados. A cada convidado pode ser pedido para trazer algo nas categorias de "doce", "salgado" ou "bebida", para a animação uma playlist com as músicas preferidas do aniversariante. 

- Varão de Fotos: Para aqueles que têm jeito para as artes plásticas (ou então muita força de vontade) esta pode ser uma sugestão perfeita para festejar o amor e a amizade e um presente que nunca sairá da memória do aniversariante.

- Caneca decorada: O presente certo para a colega de casa ou a irmã. Com um preço que será razoável e algum trabalho de "decoração" à mistura ela não se esquecerá de ti, especialmente quando tomar o pequeno-almoço! 

 - Oferecer um Dia/ Fim de Semana Diferente: Prepara uma experiência que a tua amiga gostaria mesmo de fazer e acompanha-a porque não na companhia de outras amigas. Outra possibilidade será levar, durante uma tarde, um dia ou um fim de semana a um lugar onde o aniversariante gostaria muito de ir. Esta opção é claramente aquela que se adapta a todas as carteiras pois pode ir desde uma tarde no Jardim de Serralves até um fim de semana em Paris. 

 

 Espero que tenhas gostado deste post. Em cada subtítulo encontrarás o link que te liga ao artigo original, de onde tirei a ideia. 

Espero que este post vos tenha agradado e acima de tudo que vos permita pensar em alternativas mais personalizadas e criadas ou pensadas por ti em especial para aquela pessoa de que gostas tanto! 

Margarida

 

 

 

26
Jul17

Hipocrisia ou demasiada exigência?!


Margarida

Se há coisa pela qual me posso condenar é pelo facto de nem sempre conseguir exprimir aquilo que sinto com medo de magoar os outros. Não falo de discordâncias ligeiras, pessoais ou profissionais, onde sei que depois de ditas as palavras as mágoas passam e onde tento, juro que tento, usar ao máximo uma comunicação assertiva. 

Falo daqueles pontos mais profundos que vão abrir feridas. Na verdade não tenho medo de falar, tenho medo da extensão destas feridas em mim, e pior ainda, de quem está à minha frente. 

Tenho medo de ver o "Mundo" desabar com a intensidade das palavras e a frontalidade das acções e acabo por não ter palavras nem forma de expressar o que me deixa doente cá dentro. Sei que pessoas adultas e bem resolvidas não resolvem os seus problemas assim mas também sei que, grande parte do rancor e ressentimento, se deve aquele bocadinho de mim que teima em não evoluir e a não aceitar que o ser humano erra, seja eu ou sejam os outros.

E, mesmo que no momento tudo esteja bem, na minha cabeça esse sentimento "mau" tenta a todo o custo ganhar forma. Tento, juro que tento não deixar mas sei que o ressentimento e o rancor estão lá e que vão voltar, mais cedo ou mais tarde. Agora serei hipócrita ou apenas demasiado exigente? Isso não sei... ainda tenho um longo percurso para o aprender.  

Margarida

18
Jul17

Esponja de Konjac: uma amiga!


Margarida

Hoje venho falar-vos de uma grande aliada que já faz parte das minhas rotinas de "limpeza de rosto" à algum tempo e, admito, gosto cada vez mais dela: a Esponja de Konjac. 

Esta pequena esponja é perfeita para cuidar da nossa pele do rosto porque permite uma limpeza mais profunda, de origem mecânica (logo recorre menos a produtos químicos e portanto menos poluente) e é reutilizável.

A melhor maneira de utilizar esta pequena esponja é fazendo movimentos giratórios por todo o rosto, sem esquecer a "zona T" para as peles com mais tendências a problemas. Dizem os entendidos que este gesto ajuda a "fechar os poros" e a reduzir a oleosidade. 

Pessoalmente uso a minha esponjinha de konjac de manhã e à noite, seja para retirar os restos de sabonete seja para retirar o que resta do meu desmaquilhante.

A única coisa a ter em conta é que ela esteja bem húmida ao momento em que a utilizamos, se assim for a sua utilização é extremamente confortável e os resultados são bastante satisfatórios. A esponja deve ser limpa após cada utilização.

E vocês conhecem a "esponja de Konjac"? Já utilizaram? O que acham? Fico à espera de notícias vossas!

Margarida 

 

15
Jul17

HELP: Ele está a tentar deixar de fumar...


Margarida

Pois é, queridos leitores aqui por casa, e já há alguns dias, entramos num objetivo importante do Monsieur: está empenhadissimo em deixar de fumar! Compreendo perfeitamente a dificuldade da situação e, por isso mesmo, pretendo ajudá-lo nesta fase mas admito que, mesmo com a experiência profissional, nem sempre faço ou digo o que devia.

Mais ainda procurei por essa internet fora e raras foram as vezes em que consegui encontrar algo que realmente me pudesse ajudar, sendo que ia juntando uma informação aqui e acolá e aprendi a lidar com a situação meio sozinha...

Foi por isso mesmo decidi criar este post para vos deixar algumas ideias (e também para ouvir as vossas sugestões ou opiniões) para os/as acompanharem nesta situação. Espero que ele seja do vosso agrade e que vos ajude a lidar com a situação estranha de estar ao lado de alguém que quer deixar de fumar!

- Não criar pressão: Mesmo que não gostemos que a nossa "cara-metade" fume, sejamos honestos não é agradável receber um beijo a saber a cinza, não nos compete a nós decidir que a pessoa têm ou deve deixar de fumar. Essa decisão têm de ser pessoal e a motivação têm de estar presente sob pena de todo o esforço ir por água abaixo ao mínimo problema. 

- Fazer um compromisso: É difícil fazer frente a um vício, especialmente sozinho, daí ser importante criar um compromisso com a pessoa em questão. Servir de alerta quando as emoções estão demasiado à flor da pele ou simplesmente propor/acompanhar em atividades que o ocupem e que lhe permitam "não pensar no cigarro".

- Ter Paciência: o estado de animo pode alterar-se, pelo menos nos primeiros tempos, e a outra parte terá de manter a calma. Não digo que tenhamos de ouvir tudo sem reclamar mas facilitar a discussão saudável e evitar a todo o custo pequenas "agressões verbais" género: "és um bruto" ou "vai fumar um cigarro a ver se te passa o mau humor" são evitáveis.

- Induzir pequenas mudanças de rotina: uma das grandes dificuldades do fumador é lidar com a falta do cigarro a certos momentos: o café da manhã, depois do almoço, ao sair do trabalho... Se alguns desses cigarros nós não estávamos lá para ver existem outros que são em casa e mesmo debaixo dos nossos olhos e podemos criar alternativas subtis para os distrair. Se ele/a tinham o hábito de sair para a varanda fumar depois do jantar pode propor-lhe um passeio noturno no lugar. Alternativas são sempre possíveis...

- Felicitar as pequenas "vitórias": Cada dia sem tabaco é um motivo para festejar, cada gosto reencontrado ou cada cheiro reconhecido são pequenas coisas que vão trazer ao mesmo tempo prazer e uma sensação de "como é que eu não percebi isto". Ouça sem julgamentos, mas seja sincera no que responde. 

- Ser honesta: Se ele reclama de mais ou se anda de muito mau humor não tenha problemas em dizer-lhe, sempre sem criar conflito. A nicotina para além de um forte poder aditivo é calmante e, por isso, as emoções são ligeiramente alteradas (daí um fumador puxar de um cigarro sempre que está nervoso) daí, neste novo recomeço, ser importante ajudar a perceber as próprias alterações de comportamento para que ele as possa melhorar. 

- Resiliência: É rara a pessoa que deixa de fumar à primeira tentativa e é preciso estar preparado para isso. Não o julgue nem deixe a pessoa desmotivar. Mantenha-se firme, aceite e lembre-se que para a próxima será melhor. 

 

Margarida

 

13
Jul17

Sítios onde vale mesmo a pena ir #2 - Constância


Margarida

Com as Férias de Verão quase a acabar para uns e ainda longe para outros trago-vos hoje uma sugestão para uma escapadinha sobretudo para quem procura tranquilidade. Venho apresentar-vos a Vila de Constância!

Constância é uma pequena vila, sede de concelho, no distrito de Santarém e próxima das cidades de Abrantes e Tomar e do Castelo de Almourol (possível de visitar saindo ora de Tancos ora de Vila Nova da Barquinha) 

Nela podemos encontrar um interessante jardim de homenagem a Luís Vaz de Camões, que ali viveu em auto-exílio depois de uma paixão avassaladora, e infrutífera, por Catarina de Ataíde. 

Esta pequena vila ribatejana conta ainda com uma praia fluvial, na confluência do Rio Tejo e do Rio Zézere. 

Sendo uma vila pequena e pacata é acolhedora pela sua organização e por se respirar história e romantismo em cada recanto. 

Caso esteja, ou faça uma escapadinha, ao Ribatejo não deixe de passar por lá. 

Imagens recolhidas da net devido a problemas com a minha camara fotográfica 

12
Jul17

Comentários nas notícias...


Margarida

... que aparecem nas redes sociais, mas porque é que vos leio? A parcialidade das pessoas e as ofensas que se trocam só me tiram a paz de espírito e a vontade de acreditar no ser humano. 

Ele é chamar mentirosos ao jornalista (ou porque têm uma cor política ou um clube diferente do seu), ele é ofenderem-se uns aos outros ou ainda reagirem, sem conhecimento de causa nem espírito crítico, a todas as notícias que aparecem. 

Alguém me consegue acabar com esta mania por favor... é que a vontade de os mandar a todos ir estudar está a dar cabo de mim!

Obrigado! 

11
Jul17

O Grande Coração de CR7


Margarida

Antes de mais nada assumo-me como apoiante e sobretudo uma grande admiradora de Cristiano Ronaldo. Como futebolista, e mesmo como pessoa, o homem é um guerreiro, um trabalhador nato com grande espírito de sacrifício e isso é motivo para o ver como alguém inspirador e sobretudo digno de muito respeito. Ainda para mais admiro a sua capacidade para fazer do bem-estar daqueles que ama uma prioridade absoluta. 

Mas, como todas as pessoas que amamos e respeitamos, existem pontos de discórdia entre os diferentes modos de vida e, pessoalmente, o facto de Ronaldo ter voltado a recorrer a uma barriga de aluguer para aumentar a família é algo que me deixa um bocadinho de pé atrás. 

Não sou fundamentalista religiosa nem muito menos machista. Respeito a barriga de aluguer como prática, mesmo que ache que, em muitos casos, será apenas uma forma mais "honrosa" de venda do corpo da mulher. 

Para o jogador e a sua família é importante ter crianças, mesmo que essas crianças tenham sido pagas e que nunca vão conhecer alguém que os olhe com olhos de mãe (e não estou a falar do papel de mãe biológica). Ali haverá um pai (que estou certa que os amará muito, tal como ao filho mais velho), avó e tias mas a mãe não faz parte dos planos... porque dificilmente uma mulher, mesmo Georgina Rodriguez que parece aceitar tudo com um sorriso na cara, olhará para aqueles miúdos como uma opção do casal quando foi uma decisão unilateral e assumida unicamente por ele. 

Ser pai/ser mãe é uma expressão de amor, de entrega e de compromisso. Compromisso para com os filhos mas também um vínculo inegável entre um homem e uma mulher. Será realmente uma prova de amor assim tão grande pagar para ter crianças para amá-las "sozinho"? Será o papel de avó suficientemente forte para substituir o amor de mãe especialmente quando a adoração do jogador pela sua mãe é mais do que famosa? Será que o dinheiro pode mesmo comprar tudo? 

São perguntas às quais cada um de nós pode responder de uma forma diferente... é nossa "obrigação" respeitar todas as opiniões, sejam elas divergentes ou não e que o coração do Cristiano, a sua raça e o seu carácter são dignos de admiração disso não há dúvida. 

Margarida

 

 

07
Jul17

3 Meses sem calmantes! Yeah!!!


Margarida

Como já vos contei em vários outros posts, à alguns anos atrás tive um problema de burn-out e ansiedade. Nessa altura, mais ou menos pelo final do Inverno do ano de 2014, percebi que não podia continuar assim e acabei numa consulta de psiquiatria. 

O primeiro especialista a que fui, e que se é verdade que me apanhou em plena fase negra, escolheu uma terapêutica 100% com medicamentos. Poucas palavras e nenhuma tentativa de estabelecer mais contacto do que aquele que permite a distância entre o paciente e o médico com a secretária pelo meio.

Passei a tomar comprimidos para tudo: para não chorar, para dormir, para acordar... Não critico, nem nunca critiquei as opções clínicas do médico pois, verdade seja dita permitiu-me tirar a cabeça da areia e respirar. Mas, à medida que a situação se estabilizou, e a minha vida deu um dos primeiros turbilhões que estava a precisar decidi deixar de ir às consultas. A sua distância incomodava-me um pouco, assumo. Esse foi o meu primeiro grande erro! 

Completamente noviça nessas coisas de antidepressivos e hipnóticos acabei por fazer uma espécie de desmame de uma forma abrupta e completamente sem nexo. À medida que os comprimidos acabavam eu simplesmente não comprava mais... 

Passado algum tempo, com a partida iminente nesta aventura por terras gaulesas, decidi procurar novamente ajuda médica e, desta vez, o psiquiatra em questão ia muito mais ao encontro daquilo que eu acredito que é o papel de um profissional de saúde. Escutou-me, tentou entender-me e ajudar-me a encontrar soluções.

Claro que, entre a situação que estava ainda fora do meu controlo,  e a minha vida a aproximar-se perigosamente de uma viragem que ninguém poderia adivinhar se iria correr bem ou mal, o recurso a medicação foi inevitável. Ao menos teria um suporte para todas as mudanças que se avizinhavam. Mas desta vez a medicação utilizada foi mais ligeiras e em doses perto das residuais.

Durante quase 3 anos era impossível estar em completo silêncio sem ser para dormir, perder uma noite de sono era sinónimo de quatro dias de recuperação e de uma dor de cabeça mortal, as minhas mãos tremiam-me 24/24 horas por dia e sempre que vinha uma dor de cabeça sentia-me apreensiva.

Não sei se fui só eu mas durante a altura mais incapacitante de todo o meu processo, as dores de cabeça eram muito fortes e constantes. 

A ideia era e sempre foi que eu tomasse a minha vida e as minhas emoções em mãos e que o seu uso seria só uma "ajuda" e nunca a causa do meu restabelecimento. 

À cerca de dois anos decidimos, leia-se eu e o médico, que estava na altura de começar a reduzir as doses terapêutica. Tudo se passou sempre bem e desta vez sempre segui os seus conselhos. 

No entanto voltei a decidir mudar tudo outra vez... aproximava-se uma mudança de mais de 7 horas de viagem de automóvel entre a minha primeira "casa" e a actual. Longe de todas as pessoas com quem me tinha bem entendido inicialmente ia recomeçar tudo do zero. O desmame dos calmantes e dos antidepressivos ficou em "STOP" mais uma vez. Era mais uma grande volta... 

Estou na "nova" cidade há cerca de um ano e meio. O trabalho corre bem apesar de saber que ainda "não é aquele", a equipa não é perfeita mas aprendi que o silêncio, a capacidade de discernimento e a mostra clara de que "trabalho é trabalho, conhaque é conhaque" permitiram-me ter boas relações sem que a minha vida pessoal ficasse demasiado exposta. Aprendi a deixar o trabalho no trabalho, a não levar as opiniões alheias nem as criticas como um "ataque pessoal" e de tentar perceber se gostam de mim ou não, ou se dizem mal de mim ou não uma tarefa, entre todas as outras. 

A entrada de "alguém especial" na minha vida, o que não foi de todo um processo tão fácil nem "linear" também foi uma nova aprendizagem. Afinal os erros e as mágoas do passado tinham-me dado experiência para quê continuar a sentir pena de mim própria?! E por fim, o maior balão de oxigénio que se pode ter, consegui finalmente fazer as pazes comigo mesma. E esse foi, sem dúvida, o mais desafiante e o mais importante dos desafios.

Incluí novas coisas no meu dia a dia: desporto, alimentação, sofrologia, mindfulness, meditação... nem sempre foi fácil mas acabei por me disciplinar. A etapa mais dificil foi mesmo encontrar o sono de uma forma natural. Aceitei que todas as pessoas têm insónias, que não é nada de grave e a meditação ajudou-me neste processo apesar de, ainda hoje, notar que a minha "qualidade" de sono se alterou, acordo de manhã igualmente descansada. 

A minha resistência às lágrimas nunca foi muito forte e, com o desmame fiquei com as emoções muito mais à flor da pele sem no entanto me sentir fragilizada, e muito menos envergonhada, com isso. 

Já passaram três meses e estou bem e feliz. Consigo estar em casa, em total silêncio sem me sentir incomodada, voltei a puder ir a lugares com muita gente e barulho sem que o som me suba à cabeça e que lá permaneça como um ruído gigante. As minhas mãos tremem menos e os meus dias têm fases distintas decidadas a mim própria, à minha família e amigos, ao meu namorado e ao meu trabalho. 

A qualidade e a higiene de vida tornaram-se fundamentais sem, no entanto, pensar nisso como uma obsessão e, apesar de ter sido longo e ter tido muitos altos e baixos acho que eu, e todos aqueles que me acompanharam ao longo destes anos, estamos de parabéns não pelo fim do consumo de antidepressivos e calmantes mas por nunca me terem deixado acreditar que era para a vida toda e que não podia assumir sozinha o controlo da minha vida. 

O meu conselho a todas as pessoas que estão a passar por uma destas situações: os químicos devem ser tomados de forma pontual e não "para a vida" como se houve bastantes vezes. Tentem cercar-se daqueles que vos amam, aprendam a "relativizar" e que "errar é humano", perdoem-se a vocês e aos que vos fizeram mal. Sorriam, cuidem-se e fortaleçam-se. Reencontrem-se e acreditem que a vossa vida é vossa e não é uma má fase que vos vai roubar o seu controlo. 

Um grande beijinho de força e esperança! 

Margarida

 

02
Jul17

Vamos falar de tempo livre! Uma necessidade ou um luxo?


Margarida

Uma amiga comentava comigo que deixou um trabalho que tinha a mais do seu "horário laboral". Segundo ela o projeto que era inicialmente "pequeno" e que lhe ocupava apenas uma noite por semana cresceu e passou a passar quatro noites por semana fora de casa não tendo assim tempo nem para a família, nem para o namorado, nem para os amigos e, para não lhes faltar a eles todos, acabou por se esquecer do que era cuidar dela própria. 

As suas hesitações foram muitas: se de um lado o dinheiro lhe dava jeito mesmo que não precise dele para comer, do outro está toda uma sociedade que nos diz "trabalha cada vez mais porque tens a sorte de ter trabalho e há muita gente que quer e não tem". E com o passar do tempo aquele "tempo extra" que até lhe dava gozo e num projeto que ajudou a construir estava a tornar-se num peso e numa fonte de preocupações e inquietude e onde já ninguém se sentia totalmente satisfeito. 

Com o seu desabafo lembrei-me do meu próprio percurso. Como já vos disse em alguns posts anteriores eu própria sofri de "burn-out" e ansiedade numa determinada fase da minha vida. Fui medicada para esse efeito e, apesar da fraca dose de antidepressivos e calmantes, só consegui deixá-los completamente à cerca de 2 meses.

Ninguém é, nem nunca foi, culpado pelo meu estado de saúde que foi fruto essencialmente de horas e horas de trabalho, num emprego que não me dava prazer nenhum (apesar de fazer "aquilo" para que supostamente tinha estudado), ainda mais horas para fazer uns domicílios para aumentar ligeiramente o salário que era baixo, bem baixo para as minhas habilitações académicas e passar os fins de semana a tentar recuperar das horas de sono e do cansaço acumulado.

O tempo fugia-me por entre os dedos e com ele todas as actividades que gostava de fazer. Deixei primeiro de ter tempo para mim e depois para os outros. E quando assim foi o caos instalou-se. E demorou a que conseguisse por tudo em ordem tendo para isso que procurar um novo emprego e, como não o consegui em Portugal, fí-lo noutro pais. 

Hoje posso dizer que tenho tempo para tudo, mesmo com noites, fins de semana e feriados a trabalhar. Continuo a passar muitas horas no hospital mas aprendi a comandar o botão "on/off" e a organizar-me. Se esta semana trabalho sete dias e uma noite vou fazer os possíveis por, na semana seguinte faço o possível por ter um horário "normal" e guardar uma noite para mim própria e dar atenção aqueles de quem gosto pois nada nem ninguém

Dedico o meu tempo livre a cuidar de mim, dos que amo, mesmo daqueles que estão longe. 

Cozinho, medito, passeio no parque ao lado de casa... e nem por um minuto me sinto culpada, como já senti, pelo tempo em que "não faço nada"... 

Percebi que é esse mesmo tempo que nos permite aumentar a nossa produtividade, a nossa capacidade de gestão do stress e encontrar o tão desejado equilibrio entre vida pessoal, familiar e profissional. 

Para mim tempo livre é uma necessidade e, perante o comentário daquela amiga ou de qualquer outra pessoa neste Mundo o meu conselho dificilmente não será o mesmo: "ter dinheiro é importante, e infelizmente há quem tenha de trabalhar como doido para conseguir um ordenado para sustentar a casa e a família, mas se for possível encontrar um equílibrio e estar presente e activo na nossa própria vida e na daqueles de quem gostamos é algo que não há dinheiro nenhum que pague". Portanto para mim tempo livre, mesmo que seja pouco mas que seja de qualidade é, e será sempre uma necessidade. 

E para vocês o que significa tempo livre: é um luxo ou uma necessidade?

 

 

01
Jul17

Desafio de Julho #Criar Laços e Guardar Contactos


Margarida

O Desafio deste mês é o mais simples possível. Em mês em que começam as férias e em que todos temos um bocadinho mais de tempo livre, quanto mais não seja por causa dos grandes dias, talvez seja boa ideia ligar ou marcar um encontro com alguém que já não vês à tempo. 

Seja uma amiga, uma colega ou alguém da família todas as desculpas são boas para fazer aquela chamada ou enviar aquela mensagem que estás para enviar já faz tempo! 

Experimenta, mesmo que ao início te "obrigues" um bocadinho, e sentirás a alegria de o ter feito e quem sabe aumentarás ainda mais o teu ciclo de amigos. 

Feliz Mês de Julho e Boas Férias (se for caso disso)

Margarida

 

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