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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

31
Jan17

Layering - ou o cuidado de pele à japonesa!


Margarida

Olá caras leitoras... e leitores (porque o cuidado da pele também aos homens diz respeito) hoje trago-vos um tema que está, de certa forma ligado ao Método "Slow Beauty"

O "Layering" é uma técnica utilizada pelas mulheres no Japão e que consiste numa espécie de protocolo de cuidados de rosto que vai desde a desmaquilhagem, em étapas sucessivas, até à hidratação e cuidado da pele. 

Vou passar a descrever-vos os passos que fazem parte deste processo, 

- Desmaquilhar a óleo: A primeira parte de um cuidado de pele deve ser sempre a retirada da maquilhagem. Neste caso ele é feito com óleo que é espalhado à mão e insistimos mais um pouco nas zonas onde a maquilhagem está mais carregada (que é como quem diz pestanas e olhos em geral). Depois limpamos a pele com uma toalha molhada em água morna. Esta parte do processo é exclusiva para um cuidado em fim de dia.

- Limpar: A pele deve ser limpa com sabão, seja ele líquido ou sólido, de preferência muito rico em gorduras e que não faça muita espuma de forma a não secar nem desidratar a pele. 

- Tonificar a pele: A tonificação da pele é também ela muito importante. Permite refrescar a pele e prepará-la para a hidratação. Depois de aplicado o produto deve ser bem seco antes de passar à étapa seguinte. 

- Hidratar: A aplicação de um creme ou sérum que reforce a barreira cutânea é de extrema importância. Um passo importante na nossa rotina diária. 

- Cuidar: Por fim aplicam-se os cuidados especificos para olhos e rosto. 

Esta é uma técnica excelente, que trás muitos benefícios à pele, e acima de tudo implica um certo tempo para nós e para cuidarmos de nós próprios. 

No meu caso parti dela e adaptei-a a uma forma mais minimalista e com produtos de origem biológica ou alimentar. Em resumo, salvo raras excepções, sigo religiosamente os 4 primeiros passos (sabendo que não me maquilho por exemplo para ir trabalhar) mas utilizo essencialmente produtos naturais e de origem biológica.

Se quiserem saber mais sobre a minha rotina diária basta deixarem a indicação em comentário. Ela não têm nada de mais mas poderá dar-vos ideias para uma rotina mais amiga do ambiente e minimalista. 

E não se esqueçam também de adicionar a nossa página no facebook em: https://www.facebook.com/SimplicidadeMargarida/

Espero que tenham gostado! 

Beijinhos

Margarida 

 

Fonte: Adoptez la slow cosmétique de Julien Keybeck 

31
Jan17

Desafio: 30 Dias de Gratidão #dia 2


Margarida

Agradeço pelo namorado que, apesar de todos as suas qualidades e defeitos, me escuta, me apoia, me acompanha nos meus desvaneios e têm sempre um abraço ou um beijo para dar. Aquele que me puxa para dançar em casa porque estou triste e me leva a jantar fora só porque estou feliz. 

Que passa dias na cozinha para me preparar os meus pratos favoritos e que não hesita em dizer: "estás errada" quando preciso. 

Agradeço porque somos um sem deixar-mos de ser duas pessoas individuais! 

Amo-te 

Margarida

30
Jan17

Desafio: 30 Dias de Gratidão #dia 1


Margarida

Neste primeiro dia do desafio tenho a dizer-vos que Sinto gratidão pela minha família

Paciente, atenta... que apesar de não ser perfeita nunca me faltou com nada. 

Agradeço pelo Pai que me responsabilizou pela minha vida desde cedo e que me deu autonomia e me fez perder o medo de enfrentar os compromissos. 

Agradeço pela Mãe protetora e ouvinte que, mesmo à distância, pressente quando estou mais ou menos bem e sabe dizer a palavra certa no momento certo e que me vê como eu gostaria de me ver a mim mesma: forte e decidida. 

Agradeço pelo irmão que mesmo que me faz querer ser sempre o melhor de mim mesma. Idem no sentido contrário mesmo que isso nem sempre seja fácil. 

Agradeço pelos avós, tias, tios, primos e primas presentes e dedicados que, mesmo entre discussões e maus humores, estão lá quando e sempre que é preciso! 

São o meu maior tesouro! 

Margarida

29
Jan17

Desafio: "30 Dias de Gratidão"


Margarida

Olá Queridos Leitores, espero que estejam todos bem!

Ontem não foi de todo o meu dia. Não consegui dormir durante a noite, sem saber bem porquê, e o dia de trabalho foi "Não"! Mas um não enorme. Para ser sincera tive uma Festa de um amigo ao final do dia e foi super agradável mas, como sempre, o nosso pensamento não pára de nos fazer lembrar daquilo que correu menos bem. Resultado: sinto-me mal, nervosa e angustiada quando não o devia estar porque, afinal, errar é humano certo? E mais do que isso há coisas que escapam ao nosso controlo e contra as quais não podemos fazer nada. 

E é por causa de hoje me sentir assim e de saber que "tenho razões para não ser assim tão má comigo mesma" que vou começar um Desafio de "30 dias de gratidão"

O objectivo durante esses 30 dias agradecer pelas coisas boas que tenho na minha vida. Afinal agradecer é o primeiro passo para ser ainda mais feliz! 

Aproveito também para vos convidar a todos a fazer o mesmo exercício. Não precisam de o publicar basta escrevê-lo num papel em vossa casa ou pura e simplesmente fazer um balanço nas vossas cabeças e, sobretudo, nos vossos corações. Se o quiserem partilhar comigo ou com o web será um prazer ler-vos! 

Vamos lá embora mudar este estado de espírito! 

Margarida

 

26
Jan17

Eu li #1: "Arrume a sua casa, arrume a sua vida" de Marie Kondo


Margarida

Queridos leitores, espero que estejam todos bem! Hoje venho falar-vos de arrumação, ou melhor de um livro sobre arrumação.

Vivo numa luta constante para manter a minha casa arrumada e limpa. Não tenho muitas coisas mas sinto sempre que a nível "arrumação" a coisa não é fácil de gerir. 

Efetivamente limpo e arrumo a minha casa quase todos os dias mas tenho sempre a sensação que as coisas nunca estão nos lugares certos e isso agrava-se consideravelmente quando passo por um período mais desgastante no trabalho em que, evidentemente, chego a casa, descalço-me, pego numa chávena de chá e lanço-me para cima do sofá. E foi depois de um desses períodos que resolvi ler o livro "Arrume a sua Casa, Arrume a sua Vida" de Marie Kondo onde nos é apresentado o Método KonMarie para organização do lar. 

Marie Kondo é proprietária de uma Empresa de Consultoria em Tóquio onde presta como serviço a organização e a arrumação da casa dos clientes tornando-os em lugares de inspiração e de conforto. 

Para vos ser sincera nunca fui adepta de livros de organização mas este livro tocou-me por diversas razões.

  • É um livro de leitura fácil onde os diversos passos do método são explicados e exemplificados
  • Este livro, como todos os livros que seguem a linha da organização e do minimalismo, destaca a importância de destralhar. Mas fá-lo de uma maneira diferenciada em relação a outros métodos. Ele baseia-se na relação do objeto com a pessoa e não no número nem na qualidade do objeto. A frase mais lida durante o livro deve ser: "será que isto me faz feliz?"
  • Outra coisa que adorei no método é que na fase de "descarte" este é tido em conta como um sentimento de continuidade e não de: "deixei de gostar logo vai para o lixo". A mim sossega-me o facto de me ser permitido sentir pena de me desfazer desse objeto quando lhe abro mão;
  • A ideia principal do livro é de que a nossa casa deve ser o nosso "porto de abrigo" e, por isso mesmo, devemos estar rodeados de coisas que nos fazem feliz e que nos dão alegria

Daquilo que poderia apontar como "ponto fraco" do livro é que a preocupação em destralhar sem falar muito das consequências ambientais disso. Mesmo se a escritora apresenta a doação de roupa, de livros ou de outros objetos como algo de positivo também é verdade que a palavra "Lixo" é mencionada muito mais vezes. 

De uma forma ou de outra este método interessou-me e agradou-me sendo que estou seriamente a pensar em pô-lo em prática com algumas nuances, uma espécie de KonMarie/Margarida. De qualquer coisa admito que enquanto o lia consegui desfazer-me de umas calças que estão em estado catastrófico/limite buracos em todo o lado e remendadas 500 vezes mas que eu adorava de paixão (claro que para essas não há hipótese de doação..). Outra curiosidade engraçada foi que dei por mim a agradecer um bocadinho à direita e à esquerda, na minha cabeça, quando entro em casa

De qualquer forma o segundo volume de Marie Kondo já está na minha lista de leitura...

Quanto ao método, quando o colocar em prática, o que não há de tardar muito, dar-vos-ei feedback. 

Espero que tenham gostado do post. Despeço-me de todos vocês com um até já!

Margarida

 

24
Jan17

Banho de Óleo Reparador para Cabelos


Margarida

Meus queridos leitores, espero que se encontrem todos bem! 

Depois de um início de blog algo teórico hoje venho mostrar-vos um dos meus cuidados capilares mais queridos: Um banho de óleo reparador com óleo de coco. 

Este banho de óleo têm-me permitido espaçar os cortes (atenção porque espaçar não quer dizer que deixem de ser necessários. A única forma de acabar com as pontas verdadeiramente estragadas é cortando!) e manter um cabelo com aspecto saudável durante mais tempo. 

Dizem as más línguas, ou as boas como preferirem, que este banho estimula o crescimento capilar mas quanto a isso nunca fiz realmente atenção até porque o meu cabelo cresce normalmente a uma grande velocidade. No entanto posso assegurar-vos que eles estão mais brilhantes que nunca. 

Apesar de, a maior parte das bloggers aconselharem a sua realização uma vez por semana eu faço-o normalmente de duas em duas semanas (a não ser que tenha voltado recentemente da praia ou do sky) e, na maior parte do ano acho que me é suficiente. 

Por agora deixemo-nos de conversa e passemos à preparação deste cuidado capilar. 

(Peço desculpa pelas imagens mas a minha câmara está com uma qualidade algo duvidosa)

 

Ingredientes: Como defendem os minimalistas "menos é mais" portanto escolhi produtos de boa qualidade mas em número reduzido. Que é como que diz: 2! 

  • Óleo de Coco (Virgem): O óleo de coco é apreciado pelo seu efeito protetor e suave sobre a pele e também pelo brilho e vigor que confere aos cabelos. Também pode ser utilizado em cozinha e o resultado é muito bom. O óleo de coco ideal deverá ser oriundo de uma primeira pressão a frio. Quando o comprares faz bem atenção ao que diz o rótulo. Atenção que óleo de coco de primeira pressão é branco, cheira a coco e é sólido abaixo dos 20º!
  • Vitamina E: Esta vitamina têm um efeito anti-oxidante (pelo que protege o óleo que estamos a usar), anti-idade (bloqueia a ação dos radicais livres), é anti-inflamatório e melhora a circulação sanguínea. Nesta máscara a vitamina E é um pouco opcional. Eu utilizo-a normalmente devido ao seu efeito de melhoria da circulação sanguínea que, associada a uma boa massagem capilar, podem explicar o porquê do efeito de crescimento. Atenção a não deixar a vitamina E entrar em contacto com os olhos! 
  • Aloe-Vera: A planta medicinal por excelência. Na minha preparação eu não a utilizo porque confere ao cabelo imensos nutrientes o que pode ser interessante para o coro cabeludo (é certo) mas também permite modela-lo e torná-lo mais liso e encorpado. No meu caso como ainda utilizo os champoos do comércio não bio (estou a acabar o stock que tenho em casa) esse efeito é levado a cabo pelos ingredientes como a glicerina presentes nesses produtos). No entanto, como em tudo o resto é opcional e cada um faz como lhe parecer mais adequado! Uma das muitas vantagens da Slow Beauty! 

Preparação: 

Como já vos disse anteriormente utilizei dois produtos na minha preparação: Óleo de Coco e Vitamina E. 

O óleo de coco deve ser puro, branco, sólido a menos de 20ºC e evidentemente cheirar a coco. Todos aqueles que não correspondem a todos estes critérios foram seguramente refinados. No meu caso compro óleo de coco alimentar (que não tem nenhuma diferença e assim posso também usá-lo na cozinha e que é facilmente encontrado numa loja biológica) e de preferencia em boião de vidro pelo facto de que este pode ser reutilizado e senão reciclado à vida, ao contrário do que acontece com as embalagens de plástico. 

blog.jpg

 1) Coloque num recipiente um pouco de óleo de coco (dependendo do tamanho do cabelo tenta gerir o melhor possível o teu gasto, pora o meu cabelo mais ou menos pelos ombros uso 2 colheres de sobremesa mal cheias)

2) Com as temperaturas baixas, mesmo dentro de casa, o óleo de coco está necessariamente em estado sólido. Fá-lo derretar um pouquinho seja em banho maria ou no microondas. Deixa-o ficar fluído como mostra a imagem mas cuidado com a possibilidade de queimaduras se estiver demasiado quente. 

oleo.jpg

 

3) Por último deixa esfriar e junta-lhe de 3 a 5 gotas de Vitamina E e envolve tudo muito bem

vitamina e.jpg

 

E pronto, temos o nosso banho de óleo pronto. Agora basta aplicá-lo a começar pela raíz e acompanhado de uma boa massagem capilar e vai descendo até às pontas. 

Deixa-se repousar ou durante umas horas ou senão podes aplicá-lo à noite e lavar o cabelo de manhã. O resultado é visível na primeira aplicação. 

Espero que tenham gostado deste post. Despeço-me com um grande beijinho a todos!

Margarida

 

 

 

 

 

 

 

23
Jan17

A Importância de Hidratar a Pele


Margarida

Olá a todos,

Como estão?

Hoje venho falar-vos da importância de bem hidratar a nossa pele, especialmente num Inverno tão rigoroso como este que vivemos este ano. 

A nossa querida pele, como todos nós o sabemos, é o maior órgão do nosso corpo que pode cobrir uma área de até 2m2, com um peso médio de 4kg (ou seja o equivalente a 6% do peso corporal) e pode conter até 1,8l de sangue nos seus vasos. Incrível não é? Ainda para mais a pele têm várias funções mas vamos destacar três delas e falaremos mais em pormenor: 

  • Função Protetora: A pele têm um importante papel de proteção bastante eficaz contra os choques, as agressões físicas e químicas, os raios solares... De uma forma muito muito resumida a pele forma uma barreira protetora e impermeável onde nada entra e nada sai. Já reparou como a água do duche escorrega pela pele sem a penetrar? Assim como o pó e a sujidade são facilmente laváveis? Para garantir a impermeabilidade da pele esta possuí, à superfície, um filme protetor hidrolipídico, ou seja composto de água e de agentes gordurosos. Este filme expande-se também sobre a epiderme que, também ela, é composta por estruturas muito muito serradas que tornam praticamente impossível a penetração do que quer que seja. Desta forma podemos verificar que no campo dos cosméticos o seu impacto sobre a nossa pele é relativamente pequeno e extremamente superficial. 
  • Função Sensitiva: Como todos nós bem o sabemos a pele têm uma função sensitiva de fora para dentro e também de dentro para fora: repare-se na quantidade de doenças do foro dermatológico que pioram em situações de stress, como é o caso do eczema ou da psoriasis. 
  • Função de Excreção: A capacidade de "deitar fora" o que nos faz mal é também uma função da pele mas isso já todos nós sabemos. Daquilo que nem sempre nos lembramos é que o sébum que ela segrega permite também a boa manutenção do sistema guardando assim as suas características de proteção a todos os níveis. 

E agora, depois desta "pequena" explicação passamos ao problema a que nos proposemos a dar resposta com este post, a hidratação da pele. 

A hidratação corresponde ao volume de água presente nas camadas superficial e profundas da pele. De todos os gestos os mais importantes advém da alimentação: bem comer e beber água em quantidade suficiente! Afinal de contas como vimos anteriormente a pele é impenetrável e assim deve continuar. 

Então e os Cosméticos que nos são apresentados como hidratantes?! Pois bem, esses cosméticos têm o objetivo de impedir a nossa pele de perder água e isto pode ser feito de duas formas. Ou o creme cria uma película gordurosa sobre a pele e impede a perda natural de água pela pele, ou dá à sua pele uma grande quantidade de ácidos gordos complexos, intervindo assim no "cimento intercelular". Em resumo, se o creme é hidratante não é graças à água que ele contém mas sim aos compostos gordurosos. 

Sendo assim podemos concluir que um óleo vegetal é um bom "hidratante" para a pele?! Segundo a Slow Beauty Sim, porque eles têm uma ótima afinidade com a pele, são ricos em ácidos gordos complexos (que como vimos anteriormente pode atuar no cimento intercelular) e ainda a nutrem pois são ricos em ómega 3, 6 e 9, antioxidantes e vitaminas A, D e E e, alguns, K. Alguns óleos são ainda capazes de restaurar a qualidade do filme hidrolipidico protetor da pele e de regular a quantidade de sébum. 

Como este post já começa a ser longo deixaremos o tema "Hidratar a pele com óleos vegetais" para uma outra vez! 

Esperando que este post vos tenha agradado! 

Até breve!

Margarida 

 

22
Jan17

"Slow Beauty" ou porque é que me vai tão bem como método!


Margarida

Olá a todos, 

espero que se encontrem todos bem! 

Hoje trago-vos um novo post do qual vos venho falar da Slow Beauty e de porque é que este método me é tão querido. 

Desde há algum tempo que a procura de um estilo de vida mais são e com menos poluição associada me faz ler e experimentar pequenas coisas e foi ai que descobri o livro "Adoptez la Slow Cosméthique" do escritor belga Julien Kaibeck e fiquei absolutamente alarmada em relação a todos os meus gestos de beleza quotidianos e com vontade de criar soluções. 

Sempre fui uma adepta de produtos de cosmética e sempre sofri de um mal comum na nossa sociedade que se chama: seguir religiosamente o Marketing que é como quem diz ser mais bonita para me sentir bem na minha pele. Claro que a grande industria cosmética nos faz acreditar que, para além de precisarmos daquele produto, ele será o mais cuidadoso possível para a nossa pele sem nos falarem dos efeitos colaterais ou do impacto ambiental que esta industria têm. 

E é daí que parte a "Slow Beauty" como um convite a consumir de uma maneira menos "obsessiva" e sobretudo menos poluente, mais natural e menos cara em relação aos cosméticos convencionais que são cheios de água e de produtos inertes ou inativos e que são sintéticos ou químicos. 

E para pensar ainda mais um bocadinho sobre o impacto da cosmética convencional basta estimar a quantidade de banhos que se tomam por minuto e que significa litros e litros de água cheia de produtos químicos oriundos dos champoos, máscaras, gel-duche, exfoliantes químicos, sais de banho... e na quantidade de fond-de-teint e de outros produtos de beleza que são limpos por algodões desmaquilhantes e deitados em menos de 2 minutos no caixote do lixo?

Por estas e outras razões a "slow beauty" encoraja as pessoas a ponderar em cada coisa que compram: "será que me faz mesmo falta?", "será que responde realmente às minhas necessidades?", "qual o impacto disto no planeta? e para a minha saúde?". Deste método fazem também parte um certo "retorno" ao passado: com a utilização de óleos vegetais e/ou essenciais, de minerais e mesmo de alimentos que todos temos em casa. Outra das proposições passa por utilizar técnicas de beleza não cosméticas como é o caso da massagem facial. 

Uma coisa é certa, esta mudança quer-se calma e lenta. Não é porque se descobriu um novo método que devemos deitar tudo fora e recomeçar do zero. Antes pelo contrário, devemos permitir um período de adaptação de forma a ser uma mudança eficaz e que nos agrade. Uma boa maneira será de passar inicialmente pelo consumo de cosmética com selo bio uma vez que este selo nos permite uma certa certeza de que o produto não contém ingredientes perigosos nem para a saúde nem para o planeta, que não é testado sobre animais e as suas embalagens são recicláveis tendo ainda a vantagem de nos permitir utilizar as formas a que estamos habituados.

Com estas noções do porquê da importância de uma cosmética mais ética e ecológica me despeço com a promessa de mais posts sobre o tema e da partilha de algumas receitas para que possam experimentar! 

Até breve! 

Margarida

 

 

 

21
Jan17

O Movimento "Slow"


Margarida

O Movimento "Slow" é daqueles que mais me interessaram desde o início desta mudança de atitude. Isto porque me permitia aquilo que eu procurava: reduzir o ritmo de vida!

O movimento "slow" surgiu em Itália em 1980 pela sua vertente "Slow Food". Por esta altura os seus criadores revoltaram-se contra o crescente aumento do fast-food, dos pratos pré-preparados e da "má comida" e criaram um movimento que defendia a cozinha feita em casa, com os ingredientes mais puros e naturais possíveis, a utilização de ervas e especiarias para preparar os pratos (são bem conhecidas as quantidades de açucar e de sal que um prato pré-preparado ou congelado possuí). Em suma este movimento pretendia resistir aos efeitos da industria alimentar de larga escala.

Passados todos estes anos o movimento "Slow" espalhou-se por ainda mais áreas sendo que algumas têm menos impacto que outras:

  • Slow Cities: É o movimento "Slow" que defende a limitação do ritmo de vida nas cidades. Diminuição do trânsito, dos ruídos e da poluição. Em resumo, aumentar a qualidade de vida e devolver a cidade a quem de direito: os cidadãos!
  • Slow Travel: Este é talvez um dos movimentos "slow" com mais impacto até porque vai na tendência dos turístas de hoje em dia. Este movimento apoia-se em dois princípios: investir o tempo a misturar-se com a população local de forma a que conheça a sua cultura e forma de vida e reduzir o impacto ambiental ligado à viagem: utilizar transportes públicos e preferir os produtos locais.
  • Slow Money: Capaz de interessar a muita gente, este movimento foi criado em 2008 em reação à crise económica que assolou a Europa. O princípio: reorientar o capital e diminuir o fluxo, que é como quem diz o consumo.
  • Slow beauty: Este é um dos movimentos slow que mais facilmente entrou na minha vida devido ao facto de me pôr 500 mil questões sobre a qualidade daquilo que metia sobre a minha pele e qual o impacto ambiental da minha paixão por cosméticos. E é assustador... Este movimento favoriza o cuidado e a beleza ao natural, sem impacto ambiental significativo e redução do consumo de embalagens. Os cremes que custam uma fortuna são substituídos por óleos essenciais e muitos dos cuidados são feitos com produtos que temos na cozinha... sim, na cozinha?! Económico e ecológico!
  • Existem muitos outros movimentos slow que se começam a formar mas que, neste momento, o seu impacto é mínimo e parte do mesmo tipo de princípios como é o caso do slow scholar, slow book, slow tv...

Despeço-me com um pequeno video que explica de uma forma muita clara a importância e as vantagens da Slow Life

 

 

Fontes:

www.futura-sciences.com

www.slowmovement.com

www.slowmovementportugal.com

 

 

 

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