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A Arte da Simplicidade

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Séneca)

A Arte da Simplicidade

22
Set17

A Conduta a Seguir com "aqueles" Colegas de Trabalho


Margarida

Todos nós já vivenciamos autênticas histórias de horror com colegas de trabalho.

Entre o famoso "diz que disse", críticas a todos e mais alguns e um "espírito de equipa" defendido mas não existente somos muitos aqueles que, às vezes, temos vontade de fugir. Estas situações têm tendência a ser maiores em equipas grandes e em períodos em que a carga de trabalho não é muito elevada. 

Podemos "não ligar" mas vão existir alturas em que, por falta de vontade de ver a cara dos colegas e especialmente se trabalhares diretamente com eles, a nossa produtividade e entrega ao trabalho decresce e a nossa cabeça não pára de tentar arranjar soluções para deixar de ser alvo de críticas.  

Como conheço muitas pessoas, e eu própria já sofri, deste problema deixo-vos uma espécie de manual de instruções sobre a conduta a ter perante as mais diversas situações. Talvez te sejam úteis e te evitem problemas, te motivar e ainda, se conseguires ser um bocadinho malvado, te divirtam!

Não te esqueças no entanto que as coisas balançam dos dois lados e que, muitas vezes, os problemas vêm da nossa parte também. 

Caso 1

A situação: Aquela colega que rebaixa quem é obrigado a fazer horas extra e que, no dia a seguir, aparece na reunião de partilha para também entrar no grupo (porque o dinheiro sabe bem, apesar de tudo).

Aquilo que te apetece dizer: "Esta p***! Afinal o dinheiro também lhe faz falta a ela! Se se tivesse calado é que tinha feito melhor figura!"

A conduta a ter: Goza o prato, faz-te de parva e dá-lhe os parabéns pelo facto de vir ajudar o sistema a continuar porque os colegas que são obrigados a fazê-lo agradecem e porque é tão difícil sair de casa a meio da noite no Inverno. Sim, não é uma conduta bondosa mas há limites para a bondade! 

Caso 2 

A situação: Uma colega que vais sempre ajudar mas que, quando chega a hora de retribuir, diz alto e bom som que não precisas de ajuda (sem sequer te ter perguntado)! Ainda por cima diz que faz sempre o seu trabalho todo sozinha! Especialmente às chefias. 

Aquilo que te apetece dizer: "Ai é, minha otária!? O que é engraçado é que não precisas de ajuda para não fazer nenhum!" 

A Conduta a ter: Empenha-te no teu trabalho e faz aquilo que normalmente não tens tempo para fazer. Aproveita para organizar registos, informação e estuda, estuda muito quando não tens muito trabalho específico para fazer. Só se depois disto ainda te sobrar tempo então aí podes dar uma mãozinha... mas sem correr muito! 

Caso 3

A situação: O teu colega que, sabendo muito pouco mas tendo muito carisma, te substitui, e que é suposto que siga o teu planeamento,  decide atrasar todo o processo e convence os outros de que é ele que têm razão. 

Aquilo que te apetece dizer: "És burro como uma porta e ainda por cima só mudas aquilo que corre bem, no que corre mal raramente te vejo mexer!" 

A Conduta a ter: Em primeiro lugar tenta conversar com ele. De seguida tenta voltar, de uma forma quase acidental à tua linha orientadora e continua-lhe fiel, especialmente se ela resulta.

Da próxima vez deixa bem claro que agradeces que ele não te mude os planos mas que se tiver opiniões a dar tu serás todo ouvidos. Afinal és tu, melhor que quem quer que seja, que sabes quais são os teus objetivos e as tuas estratégias para o atingir. 

Caso 4

A situação: Ao almoço os teus colegas estão todos juntos a criticar um outro colega que está ausente. Como não podia deixar de ser as suas opiniões são tudo menos profissionais e visam diretamente a vida pessoal e familiar da pessoa em questão. 

Aquilo que te apetece dizer: Deixem-se de tretas e olhem-se ao espelho!

A Conduta a ter: Faz cara de paisagem. Se o que dizem for demasiado grave ou não achares mesmo nada justo relembra-lhes que a vida pessoal de cada um é isso mesmo: Pessoal! E depois volta a fazer cara de paisagem... Nada irrita mais alguém que quer força do que essa cara!

 

Caso 5

A situação: Sabes que determinado colega não gosta nem um bocadinho de ti (e tu não gostas mesmo nada dele também) mas és obrigado a trabalhar com ele de tempos a tempos e, já te apercebeste, que há uma certa tendência de parte a parte a boicotar o trabalho do outro.

Aquilo que te apetece dizer: "És um anormal com a mania que és bom mas deixa que da próxima eu lixo-te"

A Conduta a ter: Sê o mais profissional possível e executa as tuas tarefas com exímia qualidade, incluindo na comunicação. Quanto à relação pessoal mantém a cordialidade mas, fora questões de trabalho, não és obrigado a partilhar a tua vida até porque ninguém é obrigado a gostar de ninguém. 

Caso 6

A situação: Começas a estar farto do trabalho muito devido aos teus colegas (mesmo que continues a ter boas relações com a equipa. Estás a ter dificuldade em aceitar os defeitos e as qualidades são mínimas. 

Aquilo que te apetece dizer: "Adeus até um dia!" (podes fazê-lo mas também pode ser que ainda não tenha chegado a hora... e não te esqueça "maus colegas" há em todo o lado e amigos fazem-se fora do trabalho)

A conduta a ter: Faz o ponto contigo mesmo enquanto a situação não for insustentável. Vê os pontos positivos e estabelece objetivos pessoais e profissionais e escreve-os. Lê-os sempre que te sentires cansado.

E não te esqueças: um desses objetivos pode ser um novo trabalho em x tempo ou em determinadas circunstâncias e outro o aprenderes e formares-te o mais possível enquanto estás neste local!

Não desesperes! Boa Sorte! 

 

 

 

16
Set17

5 Ideias para que a "rentrée" seja menos difícil.


Margarida

Todos preferiamos a praia, as férias e os cocktails mas a verdade é que o tempo frio estará aí não tarda e, por esta altura, já voltámos ao trabalho, à escola e às rotinas do dia-a-dia. E se esta rentrée têm de ser feita, que seja da maneira menos dificil possível.

Aqui vos deixo 5 ideias para recomeçarmos com o pé direito e um fio condutor que tanto nos facilitará a vida nos próximos meses: 

Ideia n.º 1: Programar as próximas férias -  Este exercicio é excelente especialmente quando os primeiros dias de regresso ao trabalho são dificeis. Sem falar que, quanto mais cedo começarmos a planear as férias do próximo ano mais tempo teremos para decidir onde queremos ir, preparar as coisas com muita antecedência e economizar para esse mesmo objectivo. Quem sabe não será 2018 o ano daquelas férias que andas a sonhar?! 

Ideia n.º 2: Lançares-te num novo hobbie: Podes começar um "bullet journal", um curso de cozinha ou uma actividade física. Fazer novas coisas dá-nos autoconfiança e permite-nos "desligar o botão" nem que seja por uma meia hora. Os benefícios pessoais e profissionais deste momento serão enormes!

Ideia n.º 3: Estabelece objetivos: É indiscutível que quando estamos focados numa determinada meta a nossa concentração e capacidade de trabalho aumentam assim como a nossa motivação. Sendo assim estabelece-te objectivos e datas para a sua concretização e não deixes nunca de fazer um ponto "mensal" para que eles sejam adaptados e verificados. Será tudo muito mais motivante e emocionante!

Ideia n.º 4: Arruma a tua casa: Aproveita este "recomeço" para dares uma grande arrumação na tua casa. Deita fora, doa ou vende aquilo de que já não precisas, não gostas ou que achas que te ocupa espaço. Arruma e organiza o que resta. Cria espaço, dá cor e decora a teu gosto: torna o teu lar um espaço leve e agradável onde te sintas calmo e tranquilo. Afinal se te sentes bem em tua casa não terás grandes problemas em ficar por lá, acompanhado de um bom livro, agora que o tempo está mais frio. 

Ideia n.º 5: Pondera a organização de pequenos jantares temáticos em casa com amigos e familiares: noite de jogos de tabuleiro, noite de Halloween, Festa de Natal, Passagem de Ano... Os motivos para festejar são muitos e a sua organização precisa de tempo para a decoração, a comida, a bebida e a música. Existem milhares de "Do it yourself" que te podem inspirar a receber os outros em tua casa... e será garantidamente uma fonte de prazer para todos! 

Espero que estas ideias te ajudem a recomeçar com muito mais motivação! Não deixes de partilhar outras ideias nos comentários. 

Bom Fim de Semana! 

Margarida

 

 

12
Set17

O Poder da Palavra Não


Margarida

O Não é uma palavra pequena mas que custa tanto a quem a ouve e a quem a diz. 

Existem pais que não ousam dizê-lo aos filhos, existem amigos que não se ousam dizer não uns aos outros e casais que têm medo de se dizer um não por medo de perder o outro. Mas será o não assim tão mau?! 

Pode ser um bocadinho difícil de ouvir, ninguém diz o contrário! Quem nunca, em adolescente, pediu algo aos pais e eles disseram que não? Ou quando, em adultos, enfrentamos o nosso chefe para lhe apresentar um projeto que queremos tanto mas tanto fazer e ele nos diz não?

Parem um minuto e pensem quantas vezes já ouviram um não e o que é que fizeram depois dele? Pois, das duas uma ou deitaram-se a chorar e a maldizer a vossa vida ou lutaram para ter o que queriam, para provar que vocês têm valor e acabaram senão com razão ao menos bem mais fortes! Foram eles que nos fizeram mais fortes. 

Dando um exemplo concreto: um adolescente pede o enésimo par de calças à mãe. Ela têm duas opções: a mais fácil que é comprá-la (e muitas vezes com esse dinheiro a fazer falta à família) ou dizer "não, não pode ser". E estas opiniões vão dar informações diferentes: um sim poderá dar a ideia errada de que tudo é fácil (o adolescente têm mais uns 100 pares de calças no armário) e o não pode dar a ideia de valor.

Se ele quer mesmo aquele par de calças pode poupar um bocadinho da sua mesada (sempre fui perita em levar comida de casa e assim poupar uns trocos) ou ter de fazer alguns favores (lavar o carro, passear o cão...) para conseguir o que quer. E quando o conseguir de uma coisa podem ter certeza: aquelas serão as calças que o acompanharão toda a vida e aquela conquista só o encherá de orgulho e autoconfiança. 

É por estas e por outras que não devemos pestanejar ao ouvir a palavra não! Pode ser difícil no momento mas, se o soubermos aproveitar a nosso favor conseguiremos levar daí "bagagem" para novas portas e novas oportunidades em todos os campos da tua vida. 

Para ilustrar um bocadinho o que vos digo deixo-vos com uma conferência do programa "Ted Talk" de 2014 em São Paulo, Brasil. 

A Palestrante é Nathália Arcuri, uma jornalista de 34 anos que detêm o canal youtube e o blog "Me Poupe" e que fala de educação financeira, de investimento e, claro, de poupança! Segundo ela foram os "Nãos!" que ouviu que a fizeram avançar: aos 18 anos comprou o seu primeiro carro, aos 24 o seu primeiro apartamento e aos 32 ganhou o seu primeiro milhão! Vale a pena ouvi-la! 

Beijinhos

Margarida 

 

09
Set17

Haja Bom-Senso


Margarida

Passei, na passada semana, por uma conferência sobre a "Confiança nos Cuidados de Saúde".

Como em todas as conferências deste género tive vontade de discutir com os palestrantes, de lhes mostrar o meu desacordo ou a minha alegria de os ouvir. A ética e a deontologia são tão vastas que rapidamente se passa da confiança à lealdade, à literacia ou à responsabilidade. 

E foi a questão da responsabilidade que me prendeu a atenção e me fez entrar numa espécie de "transe reflexivo" e que me fez escrever este texto. 

Nessa dita conferência uma "cadre de santé" (o equivalente francês a um chefe de uma área de saúde, como por exemplo uma enfermeira chefe) e um filósofo fizeram as suas apresentações e tocaram num assunto da moda dentro dos ciclos da medicina. Porque são as terapias alternativas assim tão apetecíveis para os doentes?

As respostas foram muitas e variadas: Falou-se de ceticismo e de falta de confiança, de lealdade e de questionamento mas sempre no sentido do médico em relação ao doente. Mas como qualquer relação só faz sentido nos dois sentidos faltou a parte doente-médico para completar o quadro. 

Nesse espaço de tempo fiz uma revisão de tudo aquilo que vi ao longo destes mais de sete anos de prática clínica enquanto fisioterapeuta e vi também passar pelos meus olhos tantos outros aspetos da minha vida pessoal e de situações que ouço e vejo ao longo do dia. Afinal a minha profissão faz parte da minha vida mas não é ela que me define, no entanto o fato de ser a Margarida definirá em muita coisa a minha vida profissional. 

Desde cedo acusei o peso da "responsabilidade" que o doente punha nas minhas costas e sempre fui muito sensível à sua exigência e à sua crítica. Claro que hoje em dia cresci e lido com a situação de outra forma mas, como naquela altura, creio que faz sentido partilhar alguma dessa responsabilidade com quem está mais interessado na situação: o próprio doente.

Se é minha obrigação moral ser competente e eficiente, aprender mais e estudar mais, compreender o doente, os seus problemas, as suas queixas, saber avaliá-lo e acompanhá-lo ao doente deve ser imputada a sua responsabilidade na admissão da verdade e da adesão à terapia proposta. Em exemplo concreto: se um insuficiente cardíaco crónico vêm parar ao hospital três vezes num ano porque não respeitou a prescrição hidríca que o médico lhe fez ou se um transplantado renal faz uma rejeição de órgão por não tomar os seus medicamentos a tempo e horas a quem deve ser imputada a responsabilidade? Não é com certeza do médico mas ninguém vai dizer que houve erro do doente (vamos preferir o "coitadinho").

Se há erro médico no Mundo real, há com certeza mas, no entanto, essa taxa é muito mais baixa do que se pensa.

Se não há acordo e a comunicação nem sempre é eficaz sim, deviamos acrescentar mais humanismo áquilo a toda a técnica de que dispomos. Se passassemos a encarar a pessoa, e não o seu médico, como ator principal da sua saúde seria já um passo de gigante nesta humanização dos serviços de saúde mas é tão confortável quer para um lado quer para o outro a ideia do "médico paternalista" que tudo sabe e tudo pode... mas que, no entanto, aleado ao excesso de informação errada ou mal compreendida, que nos está acessível num simples click, é um verdadeiro problema para a medicina nela mesma pois torna-nos mais cépticos e mais revoltados. 

Mas não é só de medicina que vive o homem, passemos então a outra questão: Nunca tivemos tanta informação, nem tantos livros de psicologia positiva, de desenvolvimento pessoal e de educação alternativa e nunca tivemos país tão infelizes e filhos tão problemáticos. Dá vontade de perguntar onde está o erro no meio disto tudo.

Os pais sentem-se pouco confiantes e culpados por terem uma vida complicada com muitas horas de trabalho, por não darem aos filhos tudo o que eles querem ou por estarem pouco tempo com eles e vão em busca de verdades absolutas em livros de educação alternativa sem, no entanto, utilizarem o seu sentido crítico nesta leitura: estão demasiado focados nos seus próprios erros e, mais uma vez, precisam de uma mão amiga, de alguém que lhes afague a cabeça e diga: é assim que se faz. 

Ou seja, algo que podia ser um apoio interessante à partida passa a ser encarado como uma verdade absoluta e  são cada vez mais comuns a defesa de teses como a necessidade absoluta de respeitar as vontade da criança, ou melhor deixá-la fazer tudo o que lhe apetece, para que ela desenvolva a sua personalidade. E a minha pergunta é: e onde fica a educação que será tão necessária a essa criança para viver em sociedade e estabelecer relações interpessoais? E o seu sentido de resiliência? E a sua estrutura de valores?

Podemos ir ainda mais longe se nos centrarmos em algumas das críticas lançadas à escola e ao sistema de educação. Os pais exigem escolas mais interessantes, com temáticas mais atrativas esquecendo-se que o aproveitamento do aluno têm de passar pelo seu esforço! E sejamos honestos como podemos ter médicos, advogados ou professores, ou mesmo ser simplesmente críticos em relação ao que nos rodeia se não tivermos um mínimo de conhecimentos de biologia, química, matemática ou história ou das principais ciências que explicam o Mundo em que vivemos e as relações entre os seus habitantes? E se, só fizermos aquilo que nos interessa sem passar por situações de dificuldade mas apenas de prazer podemos sinceramente evoluir como pessoas, saber do que gostamos ou não e saber respeitar o outro, aquele que faz algo de que não gostamos?

Existem muitos outros exemplos para além destes. Existem milhares de possibilidades de respostas a refutarem este meu texto: que os médicos se estão a borrifar para os doentes nos fins de turno, os filhos não têm de ser obrigados a dar beijinhos às tias ou que a escola tinha margem para ser mais atrativa. Posso estar de acordo com todas elas ou não mas vou respeitá-las. Mas não nos devemos esquecer que o bom senso têm de estar presente, assim como o sentido crítico (positivo) daquilo que vemos ou lemos. E o mais engraçado é que estas noções podem todas coexistir de uma maneira saudável e ajudar-nos finalmente a ser mais responsáveis, mais literados, mais proativos e consequentemente mais confiantes em nós e mais felizes! 

Margarida

 

07
Set17

Paris: Como se facilitar a vida numa visita à Cidade-Luz!


Margarida

Paris é uma das cidades mais visitadas do Mundo com mais de 2 Milhões de turistas por mês (site officiel de l'office du tourisme et du congres de Paris). 

É rara a pessoa que não queira visitar a capital francesa e observar de perto a Torre Eiffel, o Palácio-Museu do Louvre ou a Catedral de Notre Dame mas, para bem aproveitar a cidade, há que se antecipar a visita com um bocadinho de planificação da viagem pois há muita coisa para ver, muita gente nos mesmos sítios e na, maior parte das vezes, pouquíssimo tempo! 

Sendo assim, e para te ajudar a com essa planificação deixo-te alguns conselhos para te organizares e aproveitares essa viagem:

- Vive a cidade: Paris é uma cidade demasiado grande para se ver num fim de semana. Sendo assim o melhor conselho que te posso dar é "mete na tua cabeça que não podes ver tudo!", salvo se a tua viagem for de 15 dias (e mesmo assim parece-me difícil). Posto isto admito que existem alguns incontornáveis como a Torre Eiffel, o Palácio-Muséu do Louvre, a Catedral de Notre Dame ou a Basílica do Sacré-Coeur. E depois existem todas as outras coisas que vêem nos guias turísticos mas que deves adaptar aos teus gostos. Se não gostas de "visitas insólitas" não vale a pena perderes tempo na visita às catacumbas de Paris e se a Guerra não te interessa não vale a pena visitares o Palácio des Invalides (que é curiosamente um dos meus preferidos) pois a única coisa a ver ali é o Museu Militar. 

- Dentro dos possíveis compra os bilhetes com antecedência na Internet: Assim evitas as filas de espera para comprar bilhetes e ainda poderás ter, como é o caso da Torre Eiffel, uma hora de visita marcada e um "corta-fila" o que é óptimo quando te apercebes do tempo mínimo de espera para entrar. 

- Anda a pé: Paris, tal como a maior parte das cidades europeias, têm uma boa parte das suas atracções muito próximas umas das outras. Sendo assim aproveita e faz a visita a pé, pelas margens do Sena e, para além de veres todos os incontornáveis poderás visitar as pontes mais emblemáticas e descobrir pequenos recantos incríveis sem perderes tempo a trocar de linhas de metro. 

- Visita o que está na cidade: É impossível visitar Paris e a Disneyland num fim de semana, ou mesmo em três ou quatro dias, assim como é muito difícil visitar por exemplo Paris e o Palácio de Versailles primeiro porque ambos se encontram verdadeiramente longe da cidade e depois porque ambos têm mesmo muito que ver e muitos visitantes. Se é a tua primeira visita escolhe aquilo que, geograficamente falando, te faça poupar mais tempo em viagens. Salvo claro, se a tua prioridade é mesmo visitar estes locais. 

- Evita andar muito carregado: A França está em alto nível de alerta contra o terrorismo, e inevitavelmente, ao visitar Paris passamos muitas vezes por seguranças que nos farão abrir os sacos e os casacos. Se puderes facilita-te a vida e deixa aquilo de que não precisas no hotel. Se ainda para mais tiveres o cuidado de te preparar de avanço para a passagem no detector de metais ganharás muito tempo no final do dia. Garantido!

- Escolhe a época do Ano em que vais: Pelo facto de residir em França aprendi muito sobre a sua capital. A melhor altura para visitar a cidade é sem dúvida nos meses de Verão, especialmente o mês de Agosto. Os parisienses rumam para Sul ou para a Bretanha para gozarem de férias à beira mar e o mesmo acontece com os turístas franceses que são uma boa parte dos visitantes. Desta forma a cidade fica para quem trabalha em Agosto e para os turístas estrangeiros. 

- Procura hotéis próximos de Estações de Metro principais mas fora dos circuitos turísticos habituais: Assim de cabeça lembro-me das zonas das Gares de Lyon ou de Montparnasse pois estão ao lado dos transportes do e para o aeroporto e das linhas de metro principais. 

- Evita almoçar em sítios muito turísticos, como por exemplo os Champs Elysées, pois para além do preço ser mais caro também as filas são enormes. Aplicações como o TripAdvisor são muito reputadas em França e ajudar-te-ão a escolher um restaurante próximo, mas calmo e provavelmente com mais qualidade. 

Espero que estas dicas te permitirão apreciar ainda mais a visita à Cidade-Luz! Se tiveres outras dicas que queiras partilhar connosco deixa em comentário. 

Até Breve!

Margarida

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05
Set17

"Desejo Mudar"


Margarida

Sempre me disseram que "a vida muda" mas eu nunca tinha compreendido exactamente o que é que isso queria dizer. 

Tenho actualmente 29 anos. Não me considero "velha" nem excessivamente adulta mas também já olho para trás, para os meus tempos de escola e de faculdade.

Com um bocadinho de sorte até faço o mesmo, com saudades, para os meus primeiros tempos enquanto "adulto activo" e dos primeiros projectos de comprar carro e aproveitar aquilo que a vida têm de melhor para oferecer. 

Apesar do crescimento não me ter propriamente assustado (ao contrário de alguns amigos que anos depois do fim dos estudos ainda levavam capa e traje para as semanas académicas) baseei a minha vida até agora naquilo que tinha sido o meu ideal durante os anos de faculdade: Ter status (senão pela popularidade ao menos pelo talento e pelo brio profissional), ir a bons sítios, usar belas roupas, viajar e mostrar aos outros o quanto era apetecível ser uma mulher livre, feliz e "dona e senhora" da sua vida e de como devia ser seguida e admirada.

Ao longo dos anos passei por diversas fases, entre as quais algumas de quase "workaholic" onde o trabalho e apenas ele eram importantes. Tive também aquelas alturas em que eram os amigos e as noitadas que me moviam e outras em que a "solidão" voluntária era o que mais desejava. Mas todas esses desejos eram apenas momentâneos pois, o que prevalecia sempre, era a vontade de uma vida citadina, com a aprovação geral e glamour à mistura. 

Hoje em dia olho para trás e, apesar de não me arrepender nem por um momento das minhas opções, sinto que esse "eu" passou a desejar outra coisa e, quando projecto o meu futuro percebo isso de forma ainda mais clara.

Começo a ter vontade de trocar a vida onde a admiração dos outros conta muito por uma vida mais tranquila, menos brilhante mas mais real. Volto a desejar aproveitar o ar do campo (que tanto desprezei anteriormente), quero passear na rua sem olhar para trás (pois viver numa grande cidade francesa paga-se, por muito tranquila que a cidade seja) e ter mais qualidade de ar, de comida e de convivialidade. No fundo desejo manter-me como sou mas "correr" menos e ter mais tempo para mim e para aqueles que amo do que dá-lo dia após dia, ano após ano, a um trabalho (que é muito gratificante mas que é apenas um trabalho) e a uma chefia para quem és um número.  

Desejo que a vida mude e se ela mudar irá no sentido contrário àquilo que sempre desejei. Pode parecer estranho à partida mas não lhe chamo de indecisão, chamo antes de "crescimento", porque não fui só eu que mudei foram todos os novos elementos que a vida me ofereceu que me fazem olhar para ela, e desejar vivê-la, de outra forma. 

E vocês já sentiram vontade de mudar algumas das coisas que mais vos afirmavam perante os outros? O quê e quando? Como lidaram com isso e como disseram à vossa família e amigos que já não desejam aquilo que sempre "quiseram"? Partilhem, se assim o desejarem, as vossas experiências e desejos e não deixem de seguir o blogue aqui e pelas redes sociais. 

Margarida

 

 

04
Set17

Um grande OBRIGADO!


Margarida

O primeiro destaque deste blogue feito pela equipa do Sapo! Um coração cheio de gratidão é o que tenho deste lado especialmente vindo de um texto em que desilusão e uma certa tristeza eram os sentimentos que me enchiam a alma quando o escrevi! 

Uma palavra de apreço muito especial a todos aqueles que lêem este blogue (mesmo nos dias mãos). 

Um enorme abraço a todos! 

Margarida

01
Set17

Desafio de Setembro# Estabelecer um Objectivo... e cumpri-lo!


Margarida

Seja pela recordação do regresso às aulas: o cheiro dos livros novos, as folhas brancas, o reencontro com os amigos... Setembro é um mês encantado para mim! 

Desta forma proponho-vos que, nesta rentrée, estabeleçam um objectivo e que se decidam a cumpri-lo! 

Pode ser do ponto de vista pessoal, familiar, profissional... mas decidam-se a realizá-lo (e a não deixá-lo de lado como todos os objectivos do Ano Novo). 

Que seja um mês de Setembro rico para todos vós! 

 

29
Ago17

As Mensagens a NÃO enviar aos familiares que estão longe!


Margarida

E já está: acabou o mês de Agosto e a maioria dos "nossos emigrantes" (dos quais eu, apesar de detestar a palavra, faço parte) deixou as suas terras rumo aos países que os acolhem. Alguns voltarão no Natal outros apenas daqui a um ano...  

Foi com certeza um mês muito bem aproveitado com "jantaradas", "petiscadas" e outras "adas" e agora o maior desejo de quem fica é manter o contacto e a sensação de proximidade com quem foi.

O telemóvel, as redes sociais no geral e os sistemas de telechamada servem para isso mas, por favor, mantenham a prudência.

Há coisas que se enviam ou que se dizem que, apesar das boas intenções, não serão simpáticas a ler por parte de quem recebe. Aqui ficam alguns exemplos:

- Mensagem a expressar ou a lamentar a partida e o "nem te despediste" da praxe! O momento da partida é um momento muito emotivo e que obriga a uma grande gestão. É o fazer a mala, o precipitar as despedidas, a gestão das crianças... e, mesmo com todo o esforço, posso garantir-vos que a maioria das coisas previstas não são feitas o que deixa, por si só, um certo "amargo na boca"... por isso enviar uma mensagem a exprimir essa tristeza sobretudo quando não houve muito contacto durante as férias é desnecessário e sobretudo magoa quem a recebe. É mais simpático desejar boa viagem e prometer que para o ano aproveitarão mais. 

- Mensagem a fazer uma pergunta ou a pedir algo emprestado: Esta aqui é o pão nosso de cada dia na minha vida. Família ou amigos que estão meses sem te dizer nada e que, de repente, te enviam uma mensagem a pedir se podem usar o casaco de que te esqueceste ou a perguntar coisas do género "que idade têm a Maria?" é... estúpido! E mesmo que a pessoa te responda vai ficar com uma vontade enorme de te mandar às urtigas, não tenhas dúvidas disso. 

- Aquela fotografia do bolo de aniversário da Isabel com a pergunta "Queres um bocadinho?": Sim, este é talvez o erro mais básico de quem envia e o que deixa um maior sentimento de perda em quem está longe, especialmente quando a pessoa em questão está sozinha. Se é verdade que a emigração é "uma escolha" também é verdade que já é duro o suficiente ver toda a gente junta nas redes sociais e estar sozinho em casa a 3000km de distância... portanto tira as tuas conclusões especialmente em épocas como o Natal.  

- Enviar convites para todos os eventos e mais alguns: ou são os jantares de Natal do Grupo de Amigos ou a Festa de Anos da Cristina... É feito no sentido do "pensamos em ti" mas, se sabemos que a pessoa só vêm uma semana depois, vai resultar na sensação de "morrer na praia". Comenta que vais fazer a festa mas evita as mensagens partilhadas e os pormenores de organização via grupos de facebook. 

- Contar todas as história e enumerar todas as pessoas que morreram na aldeia. É que não vale a pena. A maior parte das vezes ou são sobre pessoas que mal conhecemos ou são histórias que não nos interessam. Limitem-se a dar novidades das pessoas de quem gostamos mesmo muito. 

Esta lista poderia ser muito mais longa mas admito que a fiz com base na minha experiência e sem sentido depreciativo (a do pedir coisas emprestadas talvez um bocadinho...) mas antes como um desabafo e um "alerta" a quem está desse lado.

Acreditem que passar a noite de Natal sozinha, fazer uma videochamada para casa e toda a família passar em frente ao computador e em vez de te desejar um Feliz Natal te oferece um bocadinho da sobremesa que está a comer é, no mínimo, chato (mesmo que até haja uma ou outra coisinha para comer em casa)... e no entanto são muitos aqueles que o fazem sem intenção. 

Se quiserem mandar mensagens ou conversar perguntem como a pessoa está, falem de vocês! É isso que interessa a quem está longe. Deixem de lado os ditos e mexericos e aquilo que não é importante e aproveita o momento, mesmo que à distância. 

E vocês? Qual a mensagem que mais vos magoou quando estavam longe? Já fizeram alguma destas coisas a um amigo ou familiar que vive noutro pais? Não deixem de dar a vossa opinião nos comentários! Obrigado pela visita! 

Margarida

 

 

27
Ago17

Eu vi#1 "The True Cost"


Margarida

"The True Cost" ou em português "O Verdadeiro Custo" é um documentário lançado em 2015 que nos revela o "lado negro" do fast fashion: com os seus custos ambientais e médico-sociais especialmente em países produtores como é o caso da China e do Bangladesh. 

Se já te perguntaste quem são as pessoas que fazem as tuas roupas, como é possível pagar tão pouco por uma peça de roupa ou porque é que ela se estraga cada vez mais depressa dá uma espreitadela no trailer. Caso nunca tenhas pensado em tal coisa ou o teu desporto favorito sejam "compras" então estás no sítio certo...

Este documentário é impressionante e será uma mais valia para todos nós: aqueles que se querem iniciar no minimalismo, aqueles que são viciados em compras ou aqueles que se esquecem da responsabilidade que temos sobre os objetos, aqueles que compramos e aqueles que deitamos fora.

Margarida

 

 

 

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